História
Monteiro nasceu de um gesto individual: em 1800, o fazendeiro Manoel Monteiro do Nascimento desmembrou parte de sua própria terra, às margens de uma lagoa no Cariri, para erguer uma capela — o embrião do que seria, com o tempo, Lagoa do Periperi, depois Povoação da Lagoa (1840) e, por fim, Alagoa do Monteiro, em homenagem ao fundador. A trajetória administrativa levou décadas: distrito subordinado a São João do Cariri pela Lei provincial nº 194, de 4 de setembro de 1865, e só município autônomo pela Lei provincial nº 457, de 28 de junho de 1872, instalado em 20 de janeiro de 1873. O nome encurtou para "Monteiro" pelo Decreto-lei estadual nº 1.164, de 15 de novembro de 1938 — mais de meio século depois da emancipação. Como aconteceu com Pombal no Sertão, Monteiro também foi perdendo território conforme seus distritos cresciam: Sumé se emancipou em 1951, Prata em 1955, São Sebastião do Umbuzeiro em 1959 e Camalaú em 1961. Hoje o município tem só o distrito-sede, mas segue sendo, entre as quatro cidades desta pesquisa, a única com vara federal própria — sinal de que, apesar de menor no mapa, manteve peso institucional na região.