História
Poucas cidades paraibanas carregam tanta história quanto Mamanguape. O nome é tupi — mamã-guape, "onde se reúne para beber" — e batizava o rio antes de batizar a cidade. A posse colonial veio com a expedição de Martim Leitão em 1585, mas o núcleo nasceu de aldeamentos potiguaras em torno de Monte-Mor. A vila foi criada pela Lei Provincial nº 1, de 23 de janeiro de 1839, e a cidade pela Lei Provincial nº 1, de 25 de outubro de 1855. Na segunda metade do século XIX, o açúcar fez dela a localidade mais rica da província depois da capital: ruas calçadas, sobrados azulejados, comércio de tecidos finos — e a visita de Dom Pedro II, que chegou com comitiva de duzentas pessoas em 27 de dezembro de 1859, recebeu as chaves da cidade e, de volta à Corte, agraciou o doutor Flávio Clementino da Silva Freire com o título de Barão de Mamanguape. O século XX foi o da fragmentação: Rio Tinto (1956), Jacaraú e Itapororoca (1961), Baía da Traição (1962), Mataraca (1963), Capim, Cuité de Mamanguape e Curral de Cima (1994) saíram do seu território, deixando ao município a sede e o distrito de Pitanga da Estrada.