História
A história de Itapororoca começa com um homem que voltou para pagar uma promessa. O verbete do IBGE registra que, por volta de 1800, João Batista, morador da região, foi feito prisioneiro por indígenas no Amazonas e jurou erguer uma capela ao santo de quem levava o nome se conseguisse a liberdade; solto pouco depois, construiu-a no lugar onde hoje funciona o único posto de combustível da cidade. Em torno da capela vieram os comerciantes, atraídos por terra fértil, e o povoado ganhou corpo com a chegada de duas máquinas: uma padaria instalada em 1929 por um comerciante alemão e uma bolandeira — engenho primitivo de beneficiar algodão — montada por Pedro Gervásio e seu filho. A vida administrativa veio depois da vida econômica: o decreto-lei estadual nº 520, de 31 de dezembro de 1943, criou o distrito de Itapororoca subordinado a Mamanguape, condição em que o lugar permaneceu nas divisões territoriais de 1950 e 1960. A emancipação só chegou pela lei estadual nº 2.701, de 28 de dezembro de 1961, publicada no dia seguinte, com instalação do município em 15 de fevereiro de 1962. Mamanguape deixou de ser a sede administrativa naquele ano — mas nunca deixou de ser a sede judiciária, e é isso que explica o mapa jurídico da cidade até hoje.