História
O núcleo que deu origem a Mari nasceu em 1873, quando a Estrada de Ferro Conde d'Eu (depois incorporada à Rede Ferroviária do Nordeste) chegou à região e uma estação foi erguida no local — batizada de "Araçá", em homenagem ao fruto então abundante nos arredores. Em 1900, a construção de uma capela atraiu novos moradores e permitiu abrir a primeira rua do povoado, a Rua do Comércio; em 1938 o lugar alcançou a categoria de vila, ainda como distrito do município de Sapé. O decreto-lei estadual nº 520, de 31 de dezembro de 1943, renomeou o distrito de Araçá para Mari — nome que a cidade manteria dali em diante. Um capítulo decisivo veio em 1946: as famílias de Manoel de Paula Magalhães e de José Leão de Oliveira, vindas de Alagoas, implantaram e desenvolveram no distrito a cultura do fumo, que a Enciclopédia dos Municípios Brasileiros do IBGE, publicada em 1958, já registrava como "uma das maiores riquezas do município". Em 1953, o povoado foi elevado a paróquia, com o Padre João de Noronha como primeiro vigário. A emancipação veio pela lei estadual nº 1.862, de 19 de setembro de 1958, desmembrando Mari de Sapé — a mesma comarca da qual, juridicamente, Mari voltaria a depender décadas depois, agora como termo judiciário. O município foi instalado em 15 de dezembro de 1958 e nunca teve mais de um distrito.