História
No início do século XVIII, o local hoje ocupado por Princesa Isabel abrigava uma lagoa conhecida como "Perdição". O Padre Francisco Tavares Arcoverde construiu ali uma capela dedicada a Nossa Senhora do Bom Conselho, em torno da qual nasceu o povoado do mesmo nome. Por volta de 1875, Bom Conselho foi elevado a vila com a denominação de "Princesa", pela lei provincial nº 597 — mas a vila foi extinta em 1879, seu território anexado ao vizinho município de Piancó, e recriada apenas em 1880, novamente desmembrada de Piancó. O município cresceu por anexação de distritos ao longo das décadas seguintes, até que o Decreto-Lei estadual nº 1.164, de 15 de novembro de 1938 — o mesmo diploma que renomeou vários municípios paraibanos naquele ano —, mudou o nome de Princesa para Princesa Isabel, em homenagem à princesa imperial que, cinquenta anos antes, havia assinado a Lei Áurea. A partir de 1959, o município viveu uma sequência de desmembramentos que reduziu seu território original: Tavares e Juru (1959), Água Branca (1959, elevada a município independente e mais tarde reunida a Princesa Isabel na mesma comarca judicial), Manaíra (1961) e, por fim, São José de Princesa (1994).