História
A página mais pesada da história de Bonito tem data: 1820, no sítio Rodeador. Ali se formou uma seita sebastianista que cultuava Dom Sebastião, o rei desaparecido de Portugal, e Nossa Senhora da Pedra, sob a liderança de Silvestre José dos Santos; o episódio ficou conhecido como Massacre do Rodeador e é o fato histórico que o próprio município elege como marca. A trajetória administrativa é anterior e sinuosa: distrito e vila pela Lei Provincial nº 65, de 1839, desmembrado de Vitória; instalado em 16 de janeiro de 1893; cidade pela Lei estadual nº 130, de 3 de julho de 1895. O que vem depois desenha o mapa judiciário de hoje. Em 1912, uma lei municipal criou o distrito de São Joaquim, desmembrado em 1928 pela Lei estadual nº 1.931 e elevado a município — o mesmo São Joaquim do Monte que, noventa e dois anos depois, a Resolução nº 445/2020 do TJPE mandaria agregar de volta à Comarca de Bonito. E Guabiraba figura entre os distritos bonitenses no quadro fixado para 1939-1943 — hoje Barra de Guabiraba é município autônomo e termo judiciário da comarca. Bonito perdeu território ao longo do século XX e, no desenho judiciário, recuperou parte dele como jurisdição.