História
A história de Brejo da Madre de Deus é a de um município-mãe que passou o século XX vendo os filhos partirem. O território, povoado desde cerca de 1710 a partir da fazenda Tabocas e organizado em torno da capela franciscana de 1752, virou freguesia em 1797, vila em 20 de maio de 1833 — desmembrada de Flores, do outro lado do sertão — e cidade pela Lei Provincial nº 1.327, de 4 de fevereiro de 1879. Então começaram as partilhas: em 11 de setembro de 1928, a Lei estadual nº 1.931 desmembrou os distritos de Belo Jardim, Aldeia Velha e Serra do Vento para formar o município de Belo Jardim; em 31 de dezembro de 1958, a Lei nº 3.333 emancipou Jataúba, o antigo Jatobá do Brejo. Fazenda Nova chegou a emancipar-se pela Lei nº 4.552, de 20 de dezembro de 1963 — e protagonizou um caso raríssimo: o Tribunal de Justiça, em mandado de segurança (Acórdão nº 57.101, de 14 de setembro de 1964), extinguiu o município recém-criado e devolveu o território a Brejo da Madre de Deus, onde Fazenda Nova permanece como distrito até hoje. O município ainda atravessou uma década com outro nome — Madre de Deus, de 1938 a 1948 — antes de recuperar por lei o brejo do batismo.