História
A história oficial de Sertânia começa com um casamento e uma doação. O verbete do IBGE conta que Catarina Ferreira dos Santos, filha dos fazendeiros da Fazenda Mata, nas nascentes do Moxotó, casou-se com Antão Alves de Souza, boiadeiro natural de Vitória de Santo Antão, e recebeu dos pais uma sorte de terras junto a uma lagoa — a de baixo, em contraposição a duas que existiam acima. Ali o casal fundou a Fazenda Alagoa de Baixo e, em 1810, Antão doou terreno para uma capela de Nossa Senhora da Conceição, em torno da qual cresceram o povoado e uma feira de gado. A ocupação da ribeira do Moxotó é bem mais antiga, e o próprio IBGE se apoia no escritor Ulysses Lins de Albuquerque — autor de "Moxotó Brabo" e nome do fórum da comarca — para recuar ao século XVII, às sesmarias disputadas entre a família Burgos, a Casa da Torre e a Congregação do Oratório. A freguesia e o distrito de Alagoa de Baixo vieram pelas Leis Provinciais nº 93, de 1842, e nº 639, de 1865; a vila, desmembrada de Cimbres, pela Lei Provincial nº 1.093, de 24 de maio de 1873, instalada em 1878; a cidade, pela Lei estadual nº 991, de 1º de julho de 1909. Custódia, distrito desde 1909, emancipou-se pela Lei estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928. O Decreto-lei estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943, mudou Alagoa de Baixo para Sertânia. Hoje são cinco distritos: Sertânia, Albuquerque Né, Algodões, Henrique Dias e Rio da Barra.