História
Palmas existe porque o Brasil precisou ocupar um planalto disputado. Os Campos de Palmas aparecem nos registros na década de 1720, com o bandeirante curitibano Zacarias Dias Côrtes, mas a ocupação efetiva veio entre 1836 e 1839, quando duas expedições saídas de Guarapuava — lideradas por José Ferreira dos Santos e Pedro Siqueira Côrtes, com 27 e 17 estancieiros — se instalaram nos campos habitados por populações indígenas. A freguesia do Senhor Bom Jesus dos Campos de Palmas foi criada em 1855; a vila, pela Lei provincial nº 484, de 13 de abril de 1877, instalada em 14 de abril de 1879, desmembrada de Guarapuava; a cidade, pela Lei estadual nº 233, de 18 de dezembro de 1896. Essa ocupação pesou num litígio internacional: a Argentina reivindicava cerca de trinta mil quilômetros quadrados entre o oeste do Paraná e de Santa Catarina, e o tratado de 7 de setembro de 1889 submeteu a disputa ao arbitramento do presidente dos Estados Unidos. Defendido pelo Barão do Rio Branco a partir de 1893, o Brasil venceu por inteiro: o laudo de Grover Cleveland, de 5 de fevereiro de 1895, encerrou a Questão de Palmas — e a vizinha Clevelândia, desmembrada do território palmense, guarda o nome do árbitro. Município-mãe da região, Palmas ainda cedeu terras a Mangueirinha (1946), Bituruna (1954), General Carneiro (1961) e Coronel Domingos Soares, e chegou a integrar o efêmero Território Federal do Iguaçu entre 1943 e 1946.