História
Palmeira é mais antiga do que a maioria das cidades paranaenses e nasceu de uma parada de gado. No século XVIII as sesmarias dos Campos Gerais foram distribuídas a portugueses e luso-brasileiros, e no Caminho de Viamão — a rota que levava as tropas do Rio Grande do Sul à feira de Sorocaba — os tropeiros passaram a descansar e engordar o rebanho nas pastagens que viraram a Vila da Palmeira. A freguesia se consolidou em torno de uma nova igreja, erguida em terras doadas em 7 de abril de 1819 para Nossa Senhora da Conceição; a data virou aniversário do município. A formação administrativa, segundo o IBGE, começa antes disso: distrito por Alvará de 20 de março de 1813, subordinado a Curitiba; vila pela Lei Provincial nº 184, de 3 de maio de 1869, instalada em 15 de fevereiro de 1870; cidade pela Lei estadual nº 238, de 9 de novembro de 1897. A partir de 1878 chegaram russo-alemães, poloneses, italianos, árabes e, mais tarde, os menonitas de língua alemã que fundaram Witmarsum. Entre 1890 e 1894 a localidade de Santa Bárbara abrigou a Colônia Cecília, de Giovanni Rossi — a única experiência anarquista organizada da América Latina. O território encolheu depois: Porto Amazonas, distrito desde 1915, emancipou-se pela Lei estadual nº 2, de 10 de outubro de 1947, e o distrito de Guaragi, antigo Entre Rios, foi transferido para Ponta Grossa em 1957.