História
Poucos municípios fluminenses carregam uma história tão antiga com tão pouca pedra à mostra. O povoamento começou no fim do século XVI, num núcleo agrícola em torno da capela de Santo Antônio, e a vila de Santo Antônio de Sá foi criada por alvará de 15 de maio de 1679 — uma das mais velhas do Recôncavo da Guanabara. O que a desfez foi uma epidemia: a "febre de Macacu", entre 1829 e 1835, matou e expulsou tanta gente que a vila entrou em colapso, a sede migrou para o arraial de Santana de Macacu e o sítio original ficou abandonado — hoje as ruínas da antiga vila e do Convento de São Boaventura estão em território de Itaboraí, vizinho que herdou o chão da primeira sede. O município que sobrou trocou de nome quatro vezes até que o Decreto-lei estadual nº 1.056, de 31 de dezembro de 1943, fixasse Cachoeiras de Macacu. No século XX, a cidade viveu da oficina da Estrada de Ferro Leopoldina e do transbordo ferroviário para a subida da serra, função que morreu com a desativação do ramal de Cantagalo no pós-guerra; na década de 1940, colônias agrícolas oficiais assentaram lavradores em Japuíba e Papucaia, desenhando a vocação rural que permanece.