História
A história administrativa de Casimiro de Abreu é a rara biografia de uma cidade que trocou o próprio nome para vestir o de um poeta. O núcleo original é o arraial de Barra de São João, fundado em 1619 por jesuítas e colonos da sesmaria de Campos Novos na foz do rio São João, que recebeu a freguesia em 1801, virou vila em 15 de maio de 1846 — desmembrada de Macaé pela Lei Provincial nº 394, com instalação em 15 de setembro de 1859 — e chegou a cidade em 1890. O século XX embaralhou as sedes: a Lei estadual nº 502, de 1901, transferiu a sede municipal para a povoação interiorana de Indaiassu, o município chegou a chamar-se Indaiassu, voltou a ser Barra de São João em 1904, e em 1925 a sede retornou a Indaiassu — que a Lei estadual nº 2.013, de 23 de dezembro de 1925, rebatizou como Casimiro de Abreu. O Decreto-lei estadual nº 392-A, de 31 de março de 1938, completou a metamorfose, dando ao município inteiro o nome do poeta. Em 1º de março de 1970 o Decreto-lei nº 225 criou o distrito de Rio das Ostras, desmembrado de Barra de São João; a Lei estadual nº 1.984, de 10 de abril de 1992, o emancipou, levando o litoral sul do território. Restaram os quatro distritos atuais — a sede, Barra de São João e os rurais Professor Souza (1996) e Rio Dourado (1997).