História
A certidão mais antiga de Alexandria é um documento cartorário. Num velho Tombo de Demarcação datado de 1759, carcomido mas legível, um homem preto forro chamado José da Costa jurou sobre a Bíblia dizer a verdade e declarou morar na fazenda Barriguda — e é esse depoimento, registrado por acaso, que guarda o primeiro morador conhecido do lugar. O nome da fazenda vinha da serra ao lado, cujo perfil lembrava um ventre. O povoado que cresceu ali pertencia a Martins e trocou de nome duas vezes em poucas décadas: virou Alexandria em homenagem a D. Alexandrina Barreto Ferreira Chaves, filha da terra; foi elevado a vila em 7 de novembro de 1930, pelo Decreto Estadual nº 10, desmembrado de Pau dos Ferros e Martins, com o nome de João Pessoa; e recuperou o nome antigo em 24 de outubro de 1936, pela Lei Estadual nº 19, para não se confundir com a capital paraibana rebatizada no mesmo período. O território depois encolheu três vezes em pouco mais de um ano: Tenente Ananias saiu em março de 1963, Pilões em agosto, João Dias em agosto do mesmo ano — os dois últimos hoje voltam a Alexandria, não como distritos, mas como termos da comarca.