História
Assú nasceu de uma guerra. Até o fim do século XVII, o vale do rio Açu era terra dos janduís, e o avanço das fazendas de gado sobre o território indígena acendeu a chamada Guerra dos Bárbaros, que ocupou a década de 1687 a 1697. Em 1696, o governador da capitania, Bernardo Vieira de Melo, fundou na margem esquerda do rio o Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres, ponto de apoio da conquista do sertão que virou a povoação de São João Batista da Ribeira do Açu. A Ordem Régia de 22 de julho de 1766 mandou erguer a vila — instalada em 11 de agosto de 1788 com o nome de Vila Nova da Princesa, em homenagem a Carlota Joaquina — e a Lei provincial nº 124, de 16 de outubro de 1845, deu foros de cidade devolvendo o nome indígena. A economia colonial se fez de gado, oficinas de carne seca e cera de carnaúba, a palmeira que até hoje marca a paisagem. O território foi encolhendo na medida em que a região crescia: o distrito de Santa Luzia, criado em 1938 e rebatizado Carnaubais em 1943, emancipou-se em 1963 levando junto Porto do Mangue — e, por ironia da geografia judiciária, Carnaubais voltou a Assú como termo da comarca.