História
Arez começa com uma dissidência indígena. Um grupo chefiado pelo cacique Jacumahuma deixou o aldeamento de Papary depois de desavenças e foi procurar terra nova; parou às margens da lagoa de Guaraíras, e ali surgiu a primeira comunidade. Os holandeses foram os primeiros europeus a chegar. Em 1659 desembarcaram jesuítas sob o comando do padre Sebastião Figueiredo, que fundaram a Missão de São João Batista de Guaraíras e construíram a igreja e o convento que ainda existem. Em 1758 os jesuítas foram expulsos — e foi nesse mesmo ano que o povoado recebeu foros de vila, com o nome de Vila Nova de Arez, por alvará de 3 de maio e carta régia de 14 de setembro. Daí em diante a história administrativa vira um vaivém: pelo decreto de 7 de agosto de 1832 a vila foi extinta e sua sede transferida para Goianinha; pela Lei Provincial nº 318, de 8 de agosto de 1855, foi recriada; pela Lei nº 519, de 21 de abril de 1862, suprimida outra vez; e pela Lei Provincial nº 778, de 11 de dezembro de 1876, elevada de novo à categoria de vila. Quatro atos em 44 anos para decidir se o lugar existia como unidade autônoma. Há um eco disso na situação de hoje: a comarca de Arês existe e não funciona.