História
A história de Caçapava do Sul começa por uma clareira. Em 1777 um acampamento militar se fixou no antigo aldeamento dos charruas, num ponto alto da Serra do Sudeste de onde se dominava o campo em volta — a "clareira na mata" que o tupi-guarani chama de caçapava. A paragem virou vila por decreto de 25 de outubro de 1831, desmembrada de Cachoeira, e foi instalada em 19 de janeiro de 1834. Poucos anos depois estava no centro da maior guerra civil do Brasil imperial: de 9 de janeiro de 1839 a 30 de maio de 1840, Caçapava foi a segunda capital da República Rio-Grandense, depois de Piratini, e a Casa Ulhôa Cintra abrigou as reuniões dos farrapos. Em meados do século XIX a vila ainda recebeu um arsenal e uma guarnição do Exército imperial, e é dessa fase o Forte Dom Pedro II, cujas muralhas monumentais nunca foram concluídas nem guarnecidas — tombado pelo IPHAN em 1938 como a única fortificação remanescente do Estado. A Lei Provincial nº 1.535, de 9 de dezembro de 1885, elevou Caçapava a cidade. O Decreto-Lei Estadual nº 720, de 29 de dezembro de 1944, acrescentou o "do Sul" ao nome, e a Lei Estadual nº 5.029, de 17 de setembro de 1965, desmembrou Santana da Boa Vista — distrito desde 1848 — em município próprio, que continua, porém, ligado a Caçapava do Sul como termo da comarca. Em 2011 o município entrou na Associação das Cidades Históricas do Rio Grande do Sul.