História
Alegrete nasceu da guerra de fronteira. Para guarnecer o território tomado às missões em 1801, a coroa portuguesa instalou uma guarda junto ao rio Inhanduí, em torno da qual se formou o povoado que ganhou capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida em 1814. Em 16 de junho de 1816, tropas ligadas a José Artigas incendiaram povoado e capela — o sítio é lembrado até hoje como Capela Queimada —, e os moradores refugiaram-se na margem esquerda do rio Ibirapuitã, onde o comandante José de Abreu mandou erguer as novas moradias em janeiro de 1817. Elevado a freguesia em 1820 e a vila em 25 de outubro de 1831, o povoado virou cidade em 22 de janeiro de 1857. No meio do caminho, viveu seu capítulo mais célebre: entre 1842 e 1845 foi a terceira capital da República Rio-Grandense, depois de Piratini e Caçapava do Sul, e em 1843 abrigou a aprovação da Constituição farroupilha.