História
Tietê é filha das monções. Quase na embocadura do Ribeirão da Serra, na margem do rio então chamado Anhembi, formou-se o ancoradouro em que as expedições fluviais que partiam de Araritaguaba — o futuro Porto Feliz — faziam o primeiro e mais importante reabastecimento a caminho de Cuiabá, carregadas de volta com ouro e pedras. O vilarejo se chamou Pirapora do Curuçá, pela pedra com uma cruz entalhada na margem esquerda do rio, e as crônicas de Anchieta registram um naufrágio entre Porto Feliz e Tietê já em 1570. Em 1747, o vigário Francisco Campos contou cerca de cento e quarenta casas ao longo de quatro léguas de rio — o primeiro censo local. A vida administrativa seguiu o ritmo do povoado: distrito de Santíssima Trindade de Pirapora por alvará de 3 de agosto de 1811, subordinado a Porto Feliz; município pela Lei Provincial nº 24, de 8 de março de 1842, instalado em 7 de janeiro de 1845; cidade com o nome de Tietê pela Lei Provincial nº 33, de 19 de julho de 1867. No século seguinte, o território foi se repartindo: Conchas emancipou-se em 1916, Laranjal (hoje Laranjal Paulista) em 1917, Cerquilho em 1948 e, por fim, Jumirim, pela Lei estadual nº 9.330, de 27 de dezembro de 1995 — deixando Tietê como município de distrito único, mãe de quatro vizinhas.