História
A história de Igaci começa em torno da água, não da fé ou do engenho — incomum para o interior alagoano. No século XIX, o português João de Lima Acioli implantou um sítio numa área rica em fontes, que passou a ser conhecida como "Olho d'Água do Acioli". A fartura de água se tornou decisiva em 1877, quando uma das maiores estiagens já registradas em Alagoas empurrou famílias inteiras do Sertão para o povoado, formando o primeiro aglomerado urbano do lugar. Entre os pioneiros que ergueram essa comunidade estavam Serapião Sampaio, Santos Silva, o Capitão Bartolomeu de Souza Vergueiros, Justino Luz, as famílias Torres e Tomás de Albuquerque — e a família de Carlos Pontes, que mais tarde daria à literatura e à política do país um de seus nomes. Elevado a vila em 1904 como distrito judiciário de Palmeira dos Índios, o povoado ganhou novo fôlego econômico com a chegada da estrada de ferro Great Western, depois incorporada à RFFSA. A mudança de nome veio em 17 de setembro de 1949, pela Lei estadual nº 1.473: "Olho d'Água" tornou-se "Igaci", palavra indígena que significa exatamente "olhos d'água" — uma tradução quase literal do nome anterior. Curiosamente, a mesma lei, no mesmo dia, devolveu ao vizinho município que hoje se chama Viçosa o nome que ele havia perdido seis anos antes — uma coincidência de calendário que atravessa duas fichas desta leva. Igaci só se tornaria município independente oito anos depois, pela Lei estadual nº 2.087, de 27 de dezembro de 1957, desmembrado de Palmeira dos Índios, com instalação formal em 12 de janeiro de 1959.