História
Igreja Nova nasceu de um desembarque. Em meados do século XIX, pescadores saídos de Penedo aportaram na extremidade ocidental da lagoa Boassica, formada pelas águas do rio São Francisco, e fundaram um povoado batizado, num primeiro momento, de "Ponta das Pedras", pela quantidade de pedras no ponto de desembarque. O nome mudou para "Oitizeiro", por uma árvore desse tipo existente no local, e uma pequena capela dedicada a São João servia às celebrações religiosas de moradores quase todos aparentados entre si. A capela foi destruída, e em 1908 ergueu-se em seu lugar uma igreja que a tradição local descreve como uma das mais bonitas do Estado — com sinos ouvidos a até seis quilômetros — e que deu ao povoado o apelido que se firmaria como nome definitivo: "igreja nova", em contraste com a capela antiga. A trajetória administrativa foi conturbada: elevado a vila com o nome de "Triunfo" pelo Decreto Estadual nº 39, de 11 de setembro de 1890, desmembrado de Água Branca, o município foi extinto pela Lei nº 82, de 20 de julho de 1895, e seu território anexado a Penedo — só recuperando autonomia pela Lei nº 162, de 28 de maio de 1897. Ainda como "Triunfo", passou a chamar-se "Igreja Nova" pela Lei Estadual nº 1.139, de 30 de junho de 1928, consagrando oficialmente o apelido popular. O último grande recorte territorial veio em 1960: a Lei Estadual nº 2.229, de 31 de maio daquele ano, desmembrou o distrito de Salomé, elevando-o à categoria de município com o nome de São Sebastião — hoje sede da zona eleitoral que também abrange Feira Grande, uma das outras três cidades desta mesma leva.