História
O nome de Junqueiro vem da fartura de junco às margens de uma lagoa em torno da qual se formou o primeiro aglomerado de moradores — o material era usado na fabricação de utensílios domésticos, e quem passava em direção à lagoa dizia "vamos para o junqueiro". Os primeiros habitantes documentados foram a família de Isabel Ferreira; uma de suas filhas casou com um homem vindo de Sergipe, Tomaz, que ficou conhecido como Pai Félix. A tradição local conta que, no tronco de um ingazeiro, foi encontrada uma cruz com um pequeno desenho da Divina Pastora — Pai Félix ergueu ali a capela de Santa Cruz, e a paróquia foi criada em setembro de 1912. O distrito de Junqueiro foi criado pela Resolução Provincial nº 812, de 21 de junho de 1879; elevado a vila em 1903 (Lei Estadual nº 379), desmembrado de Limoeiro, com instalação em 31 de janeiro de 1904. A partir daí, a história administrativa de Junqueiro se torna a mais acidentada das quatro cidades desta leva: pelo Decreto nº 1.619, de 23 de fevereiro de 1932, o município foi EXTINTO, seu território anexado a Limoeiro como simples distrito; a Constituição Estadual de 16 de setembro de 1935 o restaurou; mas o Decreto-lei Estadual nº 2.361, de 31 de março de 1938, extinguiu Junqueiro pela SEGUNDA vez, anexando-o de novo a Limoeiro — e, ainda em 1938, o Decreto Estadual nº 2.435 recriou o distrito, ainda anexado. Só pelo Ato das Disposições Constitucionais do Estado, promulgado em 9 de julho de 1947, Junqueiro foi elevado definitivamente à categoria de município, desmembrado de Limoeiro de Anadia (nome que Limoeiro já havia recebido em 1943). É a única das quatro cidades desta leva — e uma das poucas de todo o Estado — extinta como município duas vezes antes de conquistar a autonomia definitiva.