História
Pilar nasceu pequeno e pescador. Na época das capitanias hereditárias, quando Alagoas ainda era subordinada a Pernambuco, a região era habitada por indígenas do povo Cariri e formou-se um pequeno povoado de pescadores às margens da Lagoa Manguaba. O crescimento da povoação veio com a expansão açucareira, em particular com o Engenho Pilar, erguido sobre as terras do antigo Engenho Velho — dono que emprestaria o nome definitivo à cidade. A trajetória administrativa seguiu o roteiro clássico do litoral alagoano: elevação a vila em 1857 e a cidade em 1872. O episódio mais peculiar da história do município veio no século XX: em 1944, o nome foi trocado para Manguaba, em referência à lagoa que banha a cidade, permanecendo assim por apenas cinco anos até a lei que devolveu, em 1949, o nome histórico de Pilar — uma reversão de nome pouco comum entre os municípios brasileiros. A Igreja do Rosário, inaugurada em 1º de novembro de 1800, é o marco religioso mais antigo preservado da cidade, testemunha de uma devoção que remonta ao período colonial e que empresta ao município sua referência à Nossa Senhora do Pilar, distinta do padroeiro original da povoação, Santo Matias.