História
A história de Piranhas atravessa quatro séculos e três nomes. A localidade surgiu no século XVII como "Tapera", crescendo à beira de um riacho até incorporar a lenda do caboclo que pescou uma grande piranha e batizou o lugar. O distrito nasceu pela Lei Provincial nº 964, de 20 de julho de 1885, e a vila veio dois anos depois, pela Lei Provincial nº 996, de 3 de junho de 1887, desmembrada de Pão de Açúcar. O estabelecimento da navegação a vapor entre Penedo e Piranhas, formalizado por convênio entre o Governo da Província das Alagoas e a Companhia Costeira Baiana em 1867, e a posterior ligação ferroviária com Jatobá, em Pernambuco, inaugurada em 1891, deram ao município relevância comercial que ultrapassava os limites de Alagoas. A instabilidade de nomes começou em 1939: pelo Decreto-lei Federal nº 1.686, de 17 de outubro daquele ano, o município passou a chamar-se "Marechal Floriano" — nome que manteve até a Lei estadual nº 1.473, de 17 de setembro de 1949, devolver-lhe o nome de Piranhas (a mesma lei que, no mesmo dia, batizou Igaci e devolveu o nome a Viçosa, cidades de levas anteriores desta corrida — a terceira ocorrência dessa coincidência legislativa). A mesma Lei nº 1.473 criou o distrito de Olhos d'Água do Casado, que se tornaria município autônomo pela Lei estadual nº 2.962, de 22 de agosto de 1962, desmembrado de Piranhas. O distrito de Entremontes seguiu trajetória oposta: extinto em 1938 e anexado à sede, foi recriado no ano seguinte e permanece, até hoje, como distrito administrativo de Piranhas — sem nunca ter ganhado a autonomia municipal que Olho D'Água do Casado conquistou.