História
A formação de São José da Laje começa no comércio e se firma na fé. As primeiras expedições que cruzavam a região ligavam Porto Calvo e Porto de Pedras a localidades pernambucanas — Rio Formoso, Cabo de Santo Agostinho, Sirinhaém —, mas foi um ato religioso que fixou o povoado: em 1828, um casal dono de um antigo engenho de açúcar, onde depois funcionaria a Fazenda Boa Esperança, doou terras a São José no valor de cem mil réis, mencionando no registro o rio Canhoto no ponto exato em que a cidade se ergueu. A sequência administrativa que o IBGE registra é, ela mesma, curiosa e fora de ordem: a elevação a vila aparece antes da criação do distrito. A Resolução Provincial nº 681, de 24 de abril de 1875, e a Lei Provincial nº 737, de 7 de julho de 1876, fazem a vila; a Lei Provincial nº 885, de 30 de junho de 1882, cria o distrito. Em 13 de julho de 1885, a Lei Provincial nº 956 suprimiu a vila — e a Lei nº 986, de 28 de junho de 1886, a restaurou, menos de um ano depois. A elevação a cidade veio pela Lei estadual nº 681, de 16 de junho de 1920. O território era então bem maior: em 1936 o município tinha três distritos — a sede, Canastra e Piquete —, em 1937 dois, e em 1943 o Decreto-lei estadual nº 2.909 rebatizou Piquete de Ibateguara. Pela Lei estadual nº 2.076, de 19 de novembro de 1957, Ibateguara foi desmembrada e virou município. Desde então São José da Laje é constituída apenas do distrito sede.