História
A história de Porto Real do Colégio começa em meados do século XVII, num trecho do São Francisco habitado por tupinambás, carapotós, aconãs e cariris, quando bandeirantes vindos da Bahia e missionários jesuítas passaram a frequentar a região. Foram os jesuítas que fixaram o núcleo: às margens do rio fundaram o aldeamento de Urubu-Mirim, com capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, e em torno dela ergueram um convento e um colégio onde se ensinavam línguas e outras matérias. O colégio foi importante o bastante para dar nome ao lugar — Colégio do Porto Real, nos documentos da época — e desapareceu junto com o convento depois da expulsão dos jesuítas, em 1759. O que ficou foi o topônimo. O povoamento se consolidou com a lavoura, a criação de gado e os engenhos de açúcar. O distrito foi criado em 1795; a elevação a vila veio pela Lei Provincial nº 737, de 7 de julho de 1876, desmembrando o território de Penedo, com instalação em 18 de novembro do mesmo ano. Em 1859, o lugar recebeu a visita do imperador D. Pedro II, episódio que a memória local guarda como marco. Ao longo do tempo o território perdeu área com a criação do município de São Brás — que hoje, pela organização judiciária, volta a esta comarca. Desde a divisão territorial de 1911, o município é constituído apenas do distrito sede.