História
Poucas cidades brasileiras conseguem datar a origem do próprio nome com precisão de calendário. A expedição enviada por Dom Manuel I ao litoral recém-descoberto transpôs a barra de um rio alagoano em 29 de setembro de 1501, dia do Arcanjo São Miguel, e o rio herdou o santo. O que se seguiu foi ocupação por fertilidade: portugueses plantaram mandioca, milho, arroz e cana e exploraram o pau-brasil, e um relatório holandês de outubro de 1643 registrou que aqueles eram tidos como os mais ricos pastos de todo o Brasil. A exploração subiu o rio até as cabeceiras, nos Campos dos Arrozais de Inhaúns, e o complemento do topônimo ficou. Administrativamente, o lugar foi elevado a vila por decreto de 10 de julho de 1832, desmembrando-se do município de Alagoas — a atual Marechal Deodoro —, e instalado em 14 de janeiro de 1833; virou cidade pela Lei Provincial nº 423, de 18 de junho de 1864. Depois o mapa encolheu por dentro: Boca da Mata e Campo Alegre saíram em 1957, voltaram por acórdão do Supremo em 1958 e emanciparam-se de novo em 1958 e 1960; Barra de São Miguel, distrito de 1891, virou município pela Lei estadual nº 2.612, de 2 de julho de 1963.