História
Satuba nasceu com outro nome: "Carrapato", um punhado de casas de taipa erguidas por familiares de Manoel Joaquim de Barros e de sua esposa, Úrsula de Melo Barros. As terras onde o povoado se formou pertenciam, num primeiro momento, à vila de Santa Luzia do Norte, e depois passaram ao município de Rio Largo — dois nomes que voltariam a aparecer na vida institucional de Satuba décadas mais tarde, um como origem territorial, o outro como o município do qual Satuba se desmembraria. Em 1893, uma capela foi erguida no povoado; sucessivas reformas a transformaram na atual Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia. O crescimento local se apoiou em dois sítios e dois engenhos de açúcar — um deles ocupava exatamente a área onde hoje funciona o Instituto Federal de Alagoas (IFAL) — Campus Satuba, herdeiro direto da antiga Escola Agrotécnica Federal de Satuba. A emancipação veio pela Lei estadual nº 2.265, de 23 de julho de 1960, desmembrando o então distrito de Rio Largo, com instalação formal em 17 de agosto de 1960. O círculo histórico se fecha de um jeito raro: Satuba nasceu de terras de Santa Luzia do Norte e, mais de sessenta anos depois de virar município independente, segue dependendo do fórum de Santa Luzia do Norte para todo processo judicial — a mesma cidade que, na origem, era dona das terras onde Satuba um dia se formaria.