História
A história de Teotônio Vilela é curta e tem começo datado com precisão incomum para o interior de Alagoas: por volta de 1955, um caminhão carregado de gêneros alimentícios quebrou junto ao quilômetro 171 da BR-101, perto do rio Coruripe, em terras da Fazenda Risco, então zona rural de Junqueiro. A carga foi vendida ali mesmo a quem passava pela estrada, e o ajuntamento de compradores e vendedores deu origem a uma feira livre permanente, batizada de Chã da Planta pela tradição oral local. O lugar cresceu como entreposto de beira de rodovia, atraindo trabalhadores dos engenhos de cana da região e viajantes da BR-101, até reunir população e serviços suficientes para pleitear emancipação: o distrito se separou de Junqueiro em 12 de dezembro de 1986, tomando o nome do senador alagoano Teotônio Vilela, morto em 1983, símbolo nacional da campanha da Anistia e das Diretas Já — homenagem que já havia sido prestada ao distrito industrial erguido na época de sua morte. A cidade é, portanto, um caso raro de município nordestino cuja origem não remonta a aldeamento, engenho ou capela colonial, e sim ao comércio espontâneo de rodovia federal em plena segunda metade do século XX. Trinta anos depois da emancipação, o nome do senador voltaria a aparecer na história institucional do Estado de outra forma: foi seu filho, o governador Teotônio Vilela Filho, quem inaugurou, em 19 de novembro de 2013, o Presídio do Agreste na vizinha Girau do Ponciano — a unidade que hoje recolhe parte das custódias desta própria comarca.