História
A história de Viçosa começa muito antes da colonização portuguesa: o território era habitado pelos indígenas Caambembes, da etnia Caeté, em conflito permanente com os Cariris e outras tribos tapuias que ocupavam as caatingas da região — a posição topográfica privilegiada, com matas, cursos d'água e terras férteis, tornou a área uma das mais disputadas do Estado. Em povoados vizinhos, como Bananal, foram encontrados vestígios de antigos quilombos, e a própria Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, publicada pelo IBGE em 1959, registra relatos que defendem a hipótese — contestada, mas persistente na tradição local — de que Zumbi dos Palmares teria morrido no território de Viçosa, e não em União dos Palmares. Depois da derrota dos quilombolas, o rei de Portugal repartiu as terras entre os vencedores. O distrito nasceu com o nome de "Assembleia", pela Lei Provincial nº 8, de 10 de abril de 1835, desmembrado de Atalaia. Em 1890, o Decreto Estadual nº 46 rebatizou a vila de "Viçosa", nome que a Lei estadual nº 14, de 1892, consolidaria com a elevação a cidade. A trajetória, porém, não foi linear: entre 1943 e 1949, sob o Estado Novo, o município voltou a se chamar "Assembleia" por decreto-lei estadual — e só recuperou definitivamente o nome de Viçosa pela Lei estadual nº 1.473, de 17 de setembro de 1949, a MESMA lei que, no mesmo dia, deu à vizinha Igaci o nome que ela carrega até hoje.