História
O nome de Traipu tem duas interpretações registradas pela historiografia local, sem que uma prevaleça: "muito peixe" ou "olho d'água do monte". Segundo a tradição histórica, no final do século XVII, Pedro Gomes, mestre de campo, instituiu um morgado destinado a seus descendentes, ao qual deu o nome de Porto da Folha — a localidade se desenvolveu sob essa denominação, elevada a vila pela Resolução Provincial nº 19, de 29 de abril de 1835, desmembrada de Penedo, com instalação em 2 de agosto de 1838. Pela Lei Provincial nº 516, de 30 de abril de 1870, a vila de Porto da Folha passou a se chamar Traipu, em razão da proximidade com a foz do rio de mesmo nome; foi elevada à condição de cidade e sede municipal pela Lei Estadual nº 14, de 16 de maio de 1892. Ao longo do século XX, Traipu ganhou e perdeu territórios em sequência: adquiriu a extinta vila de Belo Monte como distrito em 1893 (Lei nº 34), perdendo-o de volta em 1895, quando foi elevado a município; perdeu o distrito de Lagoa da Canoa para Arapiraca em 1938, no mesmo decreto que lhe deu o distrito de São Brás; perdeu depois os distritos de São Brás e Feira Grande em 1947, que formaram o novo município de São Brás; e, pela Lei Estadual nº 2.101, de 15 de julho de 1958, perdeu o distrito de Ponciano, elevado à categoria de município com o nome de Girau do Ponciano — a mesma cidade que hoje sedia a Ciretran regional de Traipu. Assim como Pão de Açúcar, também tratada nesta leva, Traipu é "cidade-mãe" de pelo menos um município atual do Estado.