História
Poucos municípios brasileiros trocaram de nome quatro vezes em vinte anos, e Taquarana é um deles. A origem é uma fazenda de gado e lavoura instalada por volta de 1750 pela família Correias Pais, a Canabrava — e "Canabrava dos Pais" foi como a localidade se chamou até quase a emancipação. O povoado começou a se expandir a partir de 1821, com a construção da Igreja Matriz de Santa Cruz, erguida um pouco afastada da fazenda original; quatro famílias fixadas na região no mesmo período são apontadas como fundadoras. A posição fez o resto: Taquarana ficava na estrada que ligava o Sertão à capital, e virou ponto de passagem obrigatório. Em 1938, a localidade foi elevada a vila, ainda subordinada a Limoeiro de Anadia. A partir daí, a sequência de nomes: pelo Decreto-lei estadual nº 2.903, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Cana Brava passou a se chamar Taquarana — e o município de Limoeiro passou a se chamar Limoeiro de Anadia no mesmo ato; pela Lei nº 1.783, de 24 de março de 1954, o distrito voltou a se chamar Cana Brava dos Paes; e a Lei estadual nº 2.465, de 24 de agosto de 1962, ao elevá-lo a município desmembrado de Limoeiro de Anadia, restaurou definitivamente Taquarana — nome de outra denominação da própria canabrava, adotado por sugestão do bispo diocesano. A instalação ocorreu em 22 de dezembro de 1962, com dois distritos: a sede e Coité. Menos de um ano depois, a Lei estadual nº 2.616, de 21 de agosto de 1963, desmembrou Coité, que virou o município de Coité do Nóia. Desde 1963 Taquarana é constituída apenas do distrito sede.