História
A ocupação de Barra da Estiva remonta ao ciclo dos tropeiros e do gado que cruzava a Chapada Diamantina no século XIX, quando o antigo povoado da Fazenda do Gado se firmou às margens dos caminhos que ligavam o sertão às lavras de diamante. Em 1890, esse povoado se desmembrou de Brejo Grande — a atual Ituaçu — e passou a integrar o recém-criado município de Jussiape, do qual Barra da Estiva foi por décadas um dos distritos. A emancipação política, porém, foi longa e disputada: a memória local guarda uma rivalidade entre famílias de coronéis que se arrastou por quase um século, de fins do oitocentos até o início da década de 1980, quando a autonomia finalmente se consolidou e Barra da Estiva se desligou de Jussiape para se tornar município próprio. Do nome ao traçado das ruas, a cidade conserva a marca do tempo das travessias — a "estiva" que dava passagem sobre os brejos — e da vida sertaneja que, no alto da serra, aprendeu a conviver com o frio incomum da Bahia.