História
Cocos nasceu de arraial no sertão do extremo oeste da Bahia, em terras de cerrado banhadas por rios que descem em direção ao São Francisco, junto à tríplice divisa com Goiás e Minas Gerais. O núcleo, cujo nome remete às palmeiras nativas da paisagem, cresceu como ponto de pouso e comércio no caminho entre o oeste baiano e o planalto central, numa das regiões mais isoladas do estado. Pertencente por muito tempo ao vasto território de Correntina, foi elevado a município em 1962, no ciclo de desmembramentos que redesenhou o mapa do oeste baiano. Por décadas Cocos carregou a marca do abandono institucional — inclusive uma comarca que passou longos períodos sem juiz fixo —, retrato de um município grande em área e distante das capitais regionais. A chegada da agricultura mecanizada de cerrado, a partir do fim do século XX, mudou a escala econômica do lugar sem apagar sua feição sertaneja.