História
Mairi nasceu como Monte Alegre, arraial do sertão baiano encravado no sopé da Chapada Diamantina, em terras de altitude do centro-norte do estado. O núcleo foi elevado a distrito em 1838 e a vila em 1857, consolidando-se como ponto de povoamento entre a caatinga e as serras, num tempo em que as tropas subiam o piemonte rumo ao planalto diamantino. Em 1943, pelo Decreto-lei estadual nº 141 — a mesma reforma toponímica que rebatizou dezenas de municípios baianos para eliminar nomes repetidos —, Monte Alegre passou a chamar-se Mairi, nome de raiz tupi. A cerca de 250 quilômetros de Salvador, a cidade cresceu ligada à pecuária e às trocas do sertão, com a fé católica e o calendário de festas religiosas organizando a vida da comunidade desde o tempo do arraial. A posição serrana, incomum para a Bahia, deu à cidade um clima ameno que marcaria sua identidade e até o apelido que ganharia no século seguinte.