História
A história de Maracás está entranhada na mineração e no garimpo. O território, habitado pelos índios Maracás — de cujo nome, ligado ao "maracá", o chocalho tupi, vem o topônimo —, começou a ser ocupado ainda no início do século XVIII, quando a busca por depósitos minerais atraiu garimpeiros e criadores para o alto do planalto. Como boa parte do sertão central baiano, a região viveu o ciclo do diamante e das pedras que, no século XIX, moveu o garimpo em toda a área de influência da Chapada Diamantina, com povoados que surgiam e definhavam ao sabor das descobertas. A vila se consolidou no reverso do Planalto da Conquista, ponto de passagem entre o Recôncavo, o Vale do Jiquiriçá e o Sudoeste, e cresceu como centro de comércio e de serviços do interior. Do garimpo antigo de pedras a cidade chegou, no século XXI, a um novo ciclo mineral — o do vanádio —, que reescreveu sua economia sem apagar a memória de terra de garimpeiros que a fundou.