História
A história de Maraú nasce da água. Na entrada da Baía de Camamu — a terceira maior baía do litoral brasileiro —, a estreita península que hoje leva o nome do município abrigou desde o período colonial um ancoradouro e um povoado de pescadores, ponto de passagem no litoral sul da Bahia. O topônimo é de raiz tupi, ligado à forma "maíra-y", lida como "rio do forasteiro" ou "rio do homem branco", memória dos primeiros contatos na foz. Por séculos a localidade viveu voltada para o mar e para a baía, com acesso feito sobretudo por embarcação, o que preservou tanto o modo de vida das vilas pesqueiras quanto a paisagem de coqueirais, manguezais e recifes. A configuração do município em seus limites atuais firmou-se no fim dos anos 1930, quando a divisão territorial baiana reorganizou os antigos distritos do Baixo Sul, e o isolamento relativo — sem ligação asfáltica direta com os grandes centros — manteve por décadas o território a meio caminho entre a tradição pesqueira e a vocação turística que o consagraria mais tarde.