História
Baturité foi missão, vila real e capital do café antes de ser comarca. A Missão de Nossa Senhora da Palma nasceu em 1755 para aldear os índios da serra; com a expulsão dos jesuítas, em 1759, virou vila — Monte-Mor o Novo d'América —, instalada em 14 de julho de 1764 e rebatizada por carta régia do mesmo ano como Vila Real Monte-Mor. Em 1791 a coroa concentrou ali indígenas de outras missões em conflito, o que fez da vila um dos maiores aldeamentos do Ceará colonial. A Lei Provincial nº 844, de 9 de agosto de 1858, deu-lhe foros de cidade e o nome do povo que a habitava. O que veio em seguida foi o café — as mudas chegaram do Pará em 1824 e, segundo a Prefeitura, em meados do século XIX a serra produzia dois por cento de todo o café brasileiro, com auge entre 1870 e 1929. A ferrovia foi consequência: a estação, inaugurada em 2 de fevereiro de 1882 sob D. Pedro II, levava a safra a Fortaleza. A mesma prosperidade ergueu a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Palma, de 1762, e o Palácio Entre Rios, que foi cadeia e é hoje sede da Prefeitura. Guaramiranga e Pernambuquinho, distritos desde 1868 e 1878, saíram em 1933 para formar Pacoti; ficaram com Baturité os distritos de Boa Vista e São Sebastião.