História
Carandaí é uma cidade que se mudou. O núcleo original, Ressaca, cresceu em torno de uma capela de Nossa Senhora da Glória autorizada por provisão de 7 de janeiro de 1736, dentro da freguesia dos Prados, termo da Vila de São José del Rei — a atual Tiradentes. Não era arraial de ouro: o verbete do IBGE anota que o povoado surgiu como infraestrutura das fazendas, do comércio e da fiscalização da Coroa, o que é raro nesta parte de Minas. Entre 1771 e 1789 o capelão do distrito foi o padre Antônio da Silva e Santos, irmão mais velho de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes; deixou a vida religiosa no ano da Inconfidência e morreu em Barbacena, em 1805. A mudança veio com o trem. A Estrada de Ferro D. Pedro II chegou a Barbacena em 1880 e, sabendo do traçado, o Barão de Santa Cecília comprou terras onde ficaria a estação; a Lei Provincial nº 2.325, de 12 de julho de 1876, transferiu para lá a sede da freguesia, que passou a Santana de Carandaí. A estação foi inaugurada em 28 de outubro de 1881 e, com as obras do ramal paradas entre 1881 e 1889 por causa de um pontilhão sobre o rio Carandaí, o povoado virou ponto final da linha — e cresceu. Ressaca esvaziou. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, criou o município com território tirado de Barbacena e de Conselheiro Lafaiete; a instalação foi em 27 de abril de 1924 e os foros de cidade vieram pela Lei nº 893, de 10 de setembro de 1925. Depois vieram os distritos: Hermílo Alves, pela Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, instalado em 1º de outubro de 1949, e Pedra do Sino, pela Lei estadual nº 2.764, de 1962, instalado em 28 de junho de 1980. Em 1950 a variante ferroviária entre Barbacena e Carandaí, via Simão Tamm, tirou o traçado sinuoso de Ressaquinha e mudou a estação de lugar mais uma vez.