História
A história de Carmo do Paranaíba é uma história de nome trocado e de sede mudada. A vila nasceu em 20 de setembro de 1848, pela Lei Provincial nº 347, desmembrada de Araxá, com sede na freguesia de São Francisco das Chagas do Campo Grande — e era esse o seu nome. O verbete do IBGE relata em seguida um vaivém: suprimida por leis de 1850 e 1870, restaurada por leis de 1859 e 1873, numa sequência cujas datas o próprio verbete apresenta fora de ordem. Em 11 de julho de 1876, pela Lei Provincial nº 2.306, a sede foi transferida para o Arraial Novo do Carmo e a povoação passou a chamar-se Carmo do Paranaíba, então grafado Carmo do Paranahyba. Cidade em 4 de outubro de 1887, pela Lei Provincial nº 3.464 — data que o TJMG ainda publica entre os feriados da comarca. O foro veio quase em seguida: comarca instalada em 23 de maio de 1892, no primeiro momento da organização judiciária do estado republicano, e desde então o município é o seu próprio e único termo judiciário, coisa que o IBGE registrou nos quadros territoriais de 1936, 1938, 1944-1948, 1949-1953 e 1954-1958 e que continua verdadeira no Anexo II da LC 59/2001 de hoje. O território, sim, mudou: em 17 de dezembro de 1938, pelo Decreto-Lei estadual nº 148, o município adquiriu o distrito de Quintinos, que era de Patos; e em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto-Lei estadual nº 1.058, trocou pedaços de território com Rio Paranaíba e Patos de Minas, ganhando partes de Arapuá e Lagoa Formosa e perdendo partes para Arapuá e Santana dos Patos. Cento e trinta e quatro anos depois de instalada, a comarca tem a jurisdição de um município só e duas varas — sinal de que o que cresceu aqui não foi o território do foro, foi a carga dele.