Cidade de MG

Carmo do Cajuru

Carmo do Cajuru tem 23.479 habitantes (Censo 2022) em 455,8 km² no Oeste de Minas, a 122 km de Belo Horizonte e a 15 km de Divinópolis. A comarca do TJMG, instalada em 25 de janeiro de 1991, é de primeira entrância e tem uma Vara Única no Fórum Vicente Dias Barbosa; seu território é o do município, sem termo anexado, mais o distrito judiciário de São José dos Salgados. O Júri é da própria comarca. Não há unidade prisional no município: quem é preso executa a pena na comarca do presídio em que for recolhido, e quem cumpre pena em liberdade executa aqui, pela Portaria Conjunta nº 344/2014. O juiz das garantias é o da Vara Única de Cláudio, em par recíproco (PC 1.818/PR/2026), e não alcança os crimes dolosos contra a vida. Justiça Federal e Justiça do Trabalho em Divinópolis — e a ação contra o INSS também, porque a comarca não tem competência federal delegada, ao contrário das vizinhas Carmópolis de Minas e Luz.

UF
MG
Porte
pequena
População
23.479 hab.

Para questões judiciais em Carmo do Cajuru (MG), o juízo competente é da Comarca de Carmo do Cajuru — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

A cidade nasceu de uma capela e de uma fazenda. O capitão Manoel Gomes Pinheiro, dono da Fazenda do Cajuru, começou em 1823 a construir a capela de Nossa Senhora do Carmo; morreu em 1825, a família terminou a obra e as celebrações começaram em 1830. A partir daí a documentação diverge de si mesma, e vale dizer isso: o texto histórico do verbete do IBGE afirma que a Câmara Municipal de Pitangui criou o distrito de Cajuru em 1834, enquanto a seção de formação administrativa do mesmo verbete dá o distrito como criado pela Lei Provincial nº 1.196, de 6 de agosto de 1864, subordinado ao município de Pará (depois Pará de Minas). Em 1911 o distrito já figura no município de Itaúna, onde ficou até a emancipação. A Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, elevou Carmo do Cajuru a município, desmembrado de Itaúna, com instalação em 1º de janeiro de 1949; a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou e anexou o distrito de São José dos Salgados. O fórum, porém, é recente: a comarca só foi instalada em 25 de janeiro de 1991, quarenta e dois anos depois da emancipação — até ali o cajuruense litigava fora. É por isso que a história judicial da cidade é curta e a história civil é longa.

Economia

A economia de Carmo do Cajuru não se explica pela terra. O PIB municipal de 2023 foi de R$ 779,8 milhões, e tudo o que as pesquisas agropecuárias do IBGE somam no mesmo ano — R$ 9,9 milhões de lavoura, com o tomate respondendo sozinho por R$ 5,5 milhões, mais R$ 3,5 milhões de silvicultura, quase toda em carvão vegetal de eucalipto — fica na casa de 1,7% desse total. O peso está no rebanho e no que vem depois dele: 34.025 bovinos e 36,3 milhões de litros de leite em 2023, além de 8,5 milhões de dúzias de ovos de galinha, números de bacia leiteira madura e de avicultura de postura. O restante do PIB é industrial e de serviços, e aqui a ficha para: a abertura do valor adicionado por setor não voltou da base municipal do IBGE para este município em 2023, e a ficha não estima o que a fonte não publicou. Para a advocacia, o desenho é o de uma cidade de fábrica e de laticínio a 15 km de um polo regional: contrato de integração e de fornecimento de leite, acidente e vínculo de trabalho no galpão e na granja, arrendamento rural, partilha de propriedade com atividade produtiva — e um contencioso trabalhista que sai do município, porque a Vara do Trabalho é em Divinópolis.

Panorama jurídico

O mapa jurídico de Carmo do Cajuru tem uma característica que se repete em três camadas: quase tudo o que é grave se decide fora. A comarca existe, é de primeira entrância e tem uma Vara Única que julga cível, criminal, infância e o Tribunal do Júri — e é exatamente do tamanho do município, sem um único termo anexado, o que em Minas é exceção. Mas a investigação criminal tem juiz de fora desde 25 de agosto de 2025: pelo Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, prisão preventiva, busca domiciliar, quebra de sigilo e audiência de custódia são decididas pelo juiz da Vara Única de Cláudio, em par recíproco — e o de Carmo do Cajuru faz o mesmo por Cláudio. A execução penal também sai, mas por outra razão: não há presídio no município, e a Portaria Conjunta nº 344/2014 fixa a execução na comarca onde o condenado estiver recolhido, o que empurra progressão, remição e livramento para o juízo da cidade do presídio. Fica aqui a execução de quem cumpre pena em liberdade, pela regra do endereço residencial. E a ação previdenciária sai também: a comarca perdeu a competência federal delegada, de modo que o pedido de benefício contra o INSS se ajuíza na Subseção Judiciária de Divinópolis. As três exceções que ficam em casa são significativas: o Júri, o processo de violência doméstica e o inquérito de homicídio — este porque o artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 tira os crimes dolosos contra a vida do rodízio de garantias. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Carmo do Cajuru cabe em três nomes que ainda estão em uso. O primeiro é o da padroeira: a capela de Nossa Senhora do Carmo, iniciada em 1823 e aberta ao culto em 1830, deu metade do nome à cidade e ocupa até hoje o calendário de feriados que o TJMG publica para a comarca, no dia 16 de julho. O segundo é o da fazenda que deu a outra metade, e por trás dele o tupi "cajuru", boca da mata — a fronteira entre o campo aberto e a mata fechada das margens do Rio Pará e do Ribeirão do Empanturrado. O terceiro é o do fórum: Vicente Dias Barbosa, nome que a cidade também deu a uma rua do Centro, onde funciona o 1º Tabelionato de Notas. Dos quatro distritos que o IBGE conta no município, só São José dos Salgados tem existência judiciária e serventia própria — Registro Civil com atribuição notarial, na Rua Melquíades Gomes.

Curiosidades

Três coisas que quem consulta os portais não encontra sozinho. A primeira é o contraste previdenciário dentro da mesma subseção federal: Carmópolis de Minas e Luz, comarcas vizinhas de vara única ligadas à mesma Subseção de Divinópolis, CONSERVAM a competência federal delegada e recebem a ação contra o INSS na própria comarca; Carmo do Cajuru e Cláudio perderam e precisam ir a Divinópolis. A régua é quilométrica — mais de 70 km até a vara federal, contados de centro urbano a centro urbano —, e Carmo do Cajuru está a 15 km. A segunda é que "o juiz de fora" de Carmo do Cajuru tem três endereços diferentes conforme a pergunta: Divinópolis, se a comarca vagar; Cláudio, para o juiz das garantias; e Divinópolis outra vez, pelo plantão de impedimento, porque o Anexo II da Portaria Conjunta nº 1.709/2025 põe a cidade na Microrregião XXI — com Itaúna e Mateus Leme — e emparelha essa microrregião com a XIV, que é Divinópolis sozinha. A terceira é de leitura de documento: a relação de salas da OAB/MG registra uma sala "Comarca de Carmo do Cajuru" e escreve, na mesma linha, o município "DIVINÓPOLIS/MG" — o endereço, porém, é o do Fórum Vicente Dias Barbosa, e o telefone tem o prefixo 3244, o mesmo do fórum e da Prefeitura daqui. Quem lê o rótulo em vez do endereço muda a sala de cidade.

Educação e cidadania

Mapa prático de quem precisa da Justiça em Carmo do Cajuru. Processo estadual, Júri e execução penal de quem cumpre pena em liberdade: Fórum Vicente Dias Barbosa, Rua Nagib Mileib, 265, São Luiz, CEP 35557-000, telefones (37) 3244-1413, 3244-1787 e 3244-2653; Vara Única pelo e-mail ccu1secretaria@tjmg.jus.br; Administração do Fórum por ccuadm@tjmg.jus.br; CEJUSC por cejusc.ccu@tjmg.jus.br; Contadoria/Tesouraria por ccucontadoria@tjmg.jus.br. Defensoria Pública: mesma Rua Nagib Mileib, 265, sala 105, dentro do fórum, (37) 3244-2609. Reclamação trabalhista: Foro de Divinópolis, atermacao.divinopolis@trt3.jus.br, (37) 98412-0042. Benefício do INSS e crime federal: Subseção Judiciária de Divinópolis — a comarca não tem competência federal delegada. OAB: subseção de Divinópolis, divinopolis@oabmg.org.br, com sala no fórum daqui, (37) 3244-1477. Prefeitura na Praça Primeiro de Janeiro, 90, (37) 3244-0700, recepcao@carmodocajuru.mg.gov.br; Câmara na Avenida José Marra Silva, 175, (37) 3244-2160. Vão faltar três endereços nesta lista, e o motivo é de fonte, não de descuido: promotoria, delegacia de Polícia Civil e zona eleitoral de Carmo do Cajuru ficaram de fora porque os portais do MPMG, da PCMG e do TRE-MG não devolvem esses dados a quem os consulta de fora; além disso, a relação de órgãos do fórum publicada pelo Guia Judiciário, que em comarcas maiores inclui a Sala do Ministério Público e o Cartório Eleitoral, aqui tem só quatro blocos e nenhum dos dois. Quem não aparece aqui, portanto, existe — apenas não se deixa conferir. Fica também o aviso de sempre: esta é uma página de banca privada, sem vínculo com tribunal, presídio, prefeitura ou qualquer repartição pública.

Segurança e fronteira

Para a família de alguém preso em Carmo do Cajuru, a informação mais importante é negativa: não há unidade prisional na cidade. A relação do Depen-MG/Sejusp que hoje se consegue ler — snapshot de janeiro de 2026, com conteúdo de março de 2025, porque o portal está suspenso pela vedação eleitoral de 2026 — não registra nenhum estabelecimento no município, e a busca foi feita no texto integral, pelo endereço de cada unidade. A consequência é direta: quem fica preso é levado para uma unidade de outra comarca, e é lá que o processo de execução passa a correr, por força do artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014. As unidades mais próximas estão na 7ª Região Integrada de Segurança Pública — o Presídio de Floramar, na vizinha Divinópolis, a 15 km de comarca a comarca, cujo nome não menciona a cidade, e o Presídio de Itaúna, entre outros oito —, mas nenhuma fonte pública diz a qual delas cada preso é encaminhado, e a escolha administrativa é justamente o que define quem decide sobre progressão e livramento. Cada transferência recomeça essa conta: o artigo 3º da mesma portaria obriga o juízo a declinar e remeter os autos imediatamente, sem que ninguém avise a família. O rastro é a guia de recolhimento no SEEU.

Dados do município

Gentílico
cajuruense
Mesorregião
Oeste de Minas
Microrregião
Divinópolis
Área (km²)
455.808
População (Censo 2022)
23.479
Densidade demográfica (hab/km²)
51.51

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em Carmo do Cajuru

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de Carmo do Cajuru tem agroindústria — atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária da banca é dupla: Felipe Smargiassi (planejamento e defesa fiscal — o canal direto abaixo) e Dr. Edelcio Smargiassi — OAB/MG 154.574, Auditor Fiscal Aposentado · Doutor em Direito (UMSA).

Atendimento remoto em todo o Brasil · honorários em contrato escrito

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Carmo do Cajuru como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Carmo do Cajuru/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Carmo do Cajuru
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG registra a instalação da comarca em 25 de janeiro de 1991 — quarenta e dois anos depois de o distrito virar município. É comarca instalada e em funcionamento, e não um dos casos mineiros de comarca criada por lei e ainda por instalar: ela figura no Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59/2001, item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, sob o número 43, com um cargo de Juiz de Direito (código JPE-43), e não na segunda parte do mesmo item, que é onde a lei lista as comarcas por instalar.
Classificação
Primeira entrância pelo critério aritmético do artigo 8º da LC 59/2001: comarca com uma única vara instalada é de primeira entrância, comarca com cinco ou mais varas e 130 mil habitantes é de entrância especial, e o resto é segunda. Aqui as três fontes coincidem, o que nem sempre acontece em Minas — o Guia Judiciário devolve "Entrância: Primeira", o Anexo I da LC 59 põe a comarca na relação de primeira entrância e a coluna de entrância do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 também traz "Primeira". A ficha adota a leitura do Guia; a coluna da portaria é conhecida por deslocar e não serve de fonte de entrância.
Estrutura
Uma vara só, e há prova disso. A consulta de órgãos e setores do Guia Judiciário devolve quatro blocos no Fórum Vicente Dias Barbosa — a Vara Única (ccu1secretaria@tjmg.jus.br), a Administração do Fórum, com a Direção do Foro e a Distribuição de Feitos (ccuadm@tjmg.jus.br), a Contadoria/Tesouraria (ccucontadoria@tjmg.jus.br) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (cejusc.ccu@tjmg.jus.br) — e a segunda página da mesma consulta volta vazia, o que fecha a contagem: não há vara escondida na paginação. Nessa relação não aparecem nem Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral, blocos que o Guia publica em comarcas maiores; foram procurados e não constam. No processo eletrônico, a página de implantações do PJe registra para a Vara Única as classes cíveis da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis em 10 de junho de 2019 (Aviso Conjunto nº 5/CGJ/2019) e as classes da Infância e Juventude em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020). Os feitos criminais não constam dessa página, e esta ficha não afirma em que sistema tramitam.
Endereço
Fórum Vicente Dias Barbosa — Rua Nagib Mileib, 265, São Luiz, Carmo do Cajuru - MG, CEP 35557-000
Telefone
Jurisdição
A comarca é do tamanho do município, sem termo anexado — desenho incomum em Minas, onde a comarca típica recolhe dois, três ou dez vizinhos. O item 70 do Anexo II da LC 59/2001 lista, sob "Carmo do Cajuru", um único nome: Carmo do Cajuru. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia devolve a mesma coisa — a sede, a 122 km da capital, e o distrito judiciário de São José dos Salgados, a 13 km da sede e 109 km de Belo Horizonte. Perguntado diretamente por São José dos Salgados, o Guia responde que a localidade "não é uma Comarca" e que "pertence à Comarca de Carmo do Cajuru". Bom Jesus de Angicos e Santo Antônio da Serra, que o IBGE conta como distritos do município desde as divisões territoriais de 2009 e de 2011, não aparecem na base de localidades do TJMG: são distritos administrativos, não judiciários.
Substituição comarca vaga
Se a comarca vagar, a ordem oficial de substituição começa por Divinópolis, a 15 km, seguida de Juatuba, Cláudio, Carmópolis de Minas e Carmo da Mata. A consulta do Guia devolve duas tabelas para essa mesma pergunta — quem substitui Carmo do Cajuru e quem Carmo do Cajuru substitui — e elas não são espelho uma da outra: as distâncias divergem para o mesmo par (Cláudio sai a 69 km numa e a 76 km na outra; Carmo da Mata a 67 e a 66; Carmópolis de Minas a 61 e a 60), há ordinal repetido (dois terceiros e dois quartos lugares na segunda tabela) e falta o segundo lugar. As duas ficam registradas como estão, sem reconciliação.
Juizado especial
Não há Juizado Especial autônomo instalado: a consulta própria do Guia Judiciário não devolve unidade em Carmo do Cajuru, e a comarca aparece no Grupo Jurisdicional JESP de Divinópolis. As classes dos Juizados Especiais Cíveis tramitam pela Vara Única desde a implantação do PJe, em 10 de junho de 2019.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é órgão da própria comarca (artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001) e, como aqui existe uma vara só, não há dúvida sobre qual juízo o preside: o da Vara Única. O artigo 3º, § 1º, da mesma lei impede que Júri e execução penal desçam ao nível do distrito judiciário — logo, o homicídio ocorrido em São José dos Salgados é julgado por Conselho de Sentença reunido no Fórum Vicente Dias Barbosa, na sede. E há um cruzamento que a família precisa entender: como o juiz das garantias de Minas não alcança os crimes dolosos contra a vida, o inquérito de homicídio aberto aqui é o único que não muda de juiz.
Execução penal
Em Minas Gerais a execução penal segue o corpo do preso, e Carmo do Cajuru é o caso em que essa regra parte a resposta em duas. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a do condenado solto ao juízo da comarca do endereço residencial. A relação de unidades prisionais do Depen-MG/Sejusp que hoje se consegue ler — o snapshot de 22 de janeiro de 2026, com conteúdo de 26 de março de 2025, porque o portal está suspenso pela vedação eleitoral — não registra nenhuma unidade em Carmo do Cajuru; a busca foi feita no texto integral da relação, endereço por endereço, e não apenas pelo nome das unidades. Resultado prático: quem é preso aqui executa a pena na comarca da unidade em que for recolhido, e quem cumpre regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis ou livramento condicional morando no município executa na Vara Única de Carmo do Cajuru. A cada transferência de presídio o juízo declina da competência e remete os autos "imediata e diretamente" (artigo 3º), ressalvados os incidentes já instruídos, com prazo de trinta dias (artigo 4º); a guia provisória sai logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). Tramitação pelo SEEU, do CNJ.
Juiz das garantias
No interior mineiro o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 (Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela nº 1.155/2026). A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, e nela Carmo do Cajuru aparece na 4ª Região com o desenho mais simples dos que a portaria usa — o par recíproco: o juiz da Vara Única de Carmo do Cajuru é o juiz das garantias da Vara Única de Cláudio, e o de Cláudio é o das garantias daqui, ambas de primeira entrância. O par não mudou com a reforma: as duas linhas já estavam assim no anexo original de 2025, e foram relidas nos dois documentos. Na prática, prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e audiência de custódia do flagrante lavrado em Carmo do Cajuru são decididas pelo juiz de Cláudio, a cerca de 70 km — mas os autos e a secretaria continuam no Fórum Vicente Dias Barbosa, porque o artigo 7º, § 1º, da Resolução manda o procedimento ser processado pela vara em que foi distribuído. Oferecida a denúncia, o feito volta ao juiz daqui. As exclusões do artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 tiram do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares. Para o caso de impedimento justificado, o Anexo II da PC 1.709/2025 põe Carmo do Cajuru na Microrregião XXI, com Itaúna e Mateus Leme, e essa microrregião faz substituição recíproca com a Microrregião XIV, formada por Divinópolis sozinha. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º).
Ressalva
Três mapas, três respostas diferentes para "quem é o juiz de fora de Carmo do Cajuru": a substituição de comarca vaga aponta Divinópolis (15 km), o rodízio das garantias aponta Cláudio (69 a 76 km) e o plantão por impedimento aponta de novo Divinópolis, pela via da Microrregião XIV. As três listas são independentes e não se deduzem uma da outra.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Divinópolis
E-mail
Estrutura
Carmo do Cajuru não tem subseção própria: pertence à de Divinópolis, cuja sede fica na Rua Alagoas, 60, Centro, em Divinópolis, telefone (37) 3221-5532. A relação oficial de salas da OAB/MG atribui a essa subseção seis espaços, e um deles é a sala rotulada "Comarca de Carmo do Cajuru", na Rua Nagib Mileib, 265, São Luiz — o endereço do Fórum Vicente Dias Barbosa —, com telefone (37) 3244-1477 e atendimento das 12h às 18h. Os outros cinco ficam em Divinópolis: sede, fórum estadual, Justiça do Trabalho, Justiça Federal e Polícia Federal.
Ressalva
A linha dessa sala traz, no campo de endereço, o município "DIVINÓPOLIS/MG", embora o logradouro seja o do fórum de Carmo do Cajuru: o documento repete ali a cidade-sede da subseção, não a do imóvel. O cruzamento fecha pelo telefone — DDD 37 e prefixo 3244, o mesmo do fórum e da Prefeitura de Carmo do Cajuru, e não o 3221 de Divinópolis. O e-mail publicado para essa sala é de provedor comercial e, por isso, não é reproduzido aqui. O documento é de 18 de fevereiro de 2021 e não traz o número ordinal da subseção.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Divinópolis (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Carmo do Cajuru, e a comarca não tem competência federal delegada.
Justica trabalho
Foro de Divinópolis (TRT-3) — atermacao.divinopolis@trt3.jus.br, (37) 98412-0042.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Carmo do Cajuru não tem unidade prisional, e essa frase foi conferida do jeito que precisa ser conferida: por busca no texto integral da relação do Depen-MG/Sejusp, lendo o endereço de cada unidade e não só o nome — precaução necessária em Minas, onde há presídio batizado com o nome de outra cidade e unidade cujo nome não cita município nenhum. O município não aparece em lugar algum da relação. As unidades geograficamente mais próximas estão na 7ª Região Integrada de Segurança Pública, que reúne dez estabelecimentos no Oeste mineiro — entre eles o Presídio de Floramar (PRFLR), que fica em Divinópolis, comarca a 15 km, apesar de o nome não dizer isso, e o Presídio de Itaúna (PRITN) —, além dos presídios de Abaeté, Arcos, Bom Despacho, Lagoa da Prata, Luz e Nova Serrana, da Penitenciária de Formiga e do Complexo Penitenciário Doutor Pio Soares Canedo, em Pará de Minas. A relação organiza unidades, não municípios: a qual delas é encaminhado quem é preso em Carmo do Cajuru é decisão administrativa que nenhuma fonte lida responde — e é exatamente isso que define o juízo da execução.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais — Carmo do Cajuru (Sede)
Endereço
Rua Nagib Mileib, 265, Sala 105, Fórum, São Luiz, Carmo do Cajuru - MG
Telefone
Contexto
A unidade funciona dentro do próprio Fórum Vicente Dias Barbosa, na sala 105, e a página oficial lista como "municípios contemplados" apenas Carmo do Cajuru — contraprova independente de que a comarca é do tamanho do município. As áreas declaradas são criminal, família, direitos das crianças e dos adolescentes, saúde, cível e sucessões.
Ressalva
Execução penal não está entre as áreas que esta unidade declara, ao contrário do que a página da unidade de Divinópolis declara para si. A ficha registra o que a fonte publica e não conclui daí a quem o assistido em execução penal deve recorrer.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Divinópolis — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A tabela de jurisdições da SJMG põe Carmo do Cajuru na Subseção Judiciária de Divinópolis, ao lado de Arcos, Bambuí, Bom Despacho, Camacho, Carmo da Mata, Carmópolis de Minas, Cláudio, Formiga, Itaguara, Itapecerica, Itaúna, Lagoa da Prata, Luz, Nova Serrana, Oliveira, Passa Tempo, Pitangui e Pompéu, entre outras. Crime federal, tributo da União, FGTS e execução fiscal federal do cajuruense correm em Divinópolis.
Contexto
Na tabela da SJMG o asterisco marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção, e Carmo do Cajuru tem asterisco — diferentemente de Carmópolis de Minas, Luz e Bom Despacho, que não têm. Onde o Oficial vai, a citação federal é pessoal; onde não vai, a comunicação segue pelos Correios com aviso de recebimento ou por carta precatória à comarca estadual.
Competência delegada
Saber a subseção não responde onde se ajuíza a ação previdenciária: quem responde é o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026. Nele, na linha da Subseção de Divinópolis, Carmo do Cajuru está nominalmente na coluna das comarcas que DEIXARAM de possuir competência federal delegada, junto com Divinópolis, Abaeté, Arcos, Bambuí, Cláudio, Carmo da Mata, Dores do Indaiá, Formiga, Iguatama, Itaúna, Itapecerica, Lagoa da Prata, Martinho Campos e Pompéu. Quer dizer: a ação contra o INSS de quem mora em Carmo do Cajuru se ajuíza na Justiça Federal, em Divinópolis, e não no Fórum Vicente Dias Barbosa. O critério está no cabeçalho do próprio anexo — artigo 15, inciso III, e § 2º da Lei nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pelas Resoluções CJF nº 603/2019 e nº 705/2021: a delegação só sobrevive na comarca situada a mais de 70 km do município sede de vara federal, medidos de centro urbano a centro urbano da vara federal mais próxima, "em nada interferindo o domicílio do autor" (artigo 2º, § 1º, da Res. CJF 603/2019), pelo deslocamento real e não em linha reta. Carmo do Cajuru está a 15 km de Divinópolis pela tabela do Guia Judiciário do TJMG — bem dentro do raio.
Contraste regional
É aqui que a comparação incomoda, e é o que o leitor precisa saber: na mesma Subseção de Divinópolis, Carmópolis de Minas e Luz CONSERVAM a competência federal delegada, ao lado de Bom Despacho, Itaguara, Oliveira e Passa Tempo. São comarcas vizinhas, também de vara única, e a resposta para a mesma pergunta — "onde entro com a ação contra o INSS?" — é oposta: em Carmópolis de Minas e em Luz o segurado ajuíza na própria comarca estadual; em Carmo do Cajuru e em Cláudio tem de ir a Divinópolis. A diferença não é de tamanho nem de vocação: é de quilômetro contado até a vara federal.
Acervo anterior
O que já foi ajuizado não se mexe: o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 mantém no juízo estadual, em conhecimento ou em execução, as ações propostas antes de 1º de janeiro de 2020. Para o que for declinado, o artigo 5º da mesma resolução manda que a remessa à vara federal seja eletrônica. Há uma segunda camada de regra de acervo, atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026 do TRF6, cujo texto integral não está publicado no portal do tribunal — esta ficha não afirma o que ela diz.
Histórico
Minas Gerais deixou o TRF da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021.

Justiça do Trabalho

Nome
Foro de Divinópolis (Justiça do Trabalho)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Camacho, Carmo da Mata, Carmo do Cajuru, Cláudio, Divinópolis, Itapecerica, Oliveira, Pedra do Indaiá, São Francisco de Paula, São Gonçalo do Pará e São Sebastião do Oeste
Contexto
Não há Vara do Trabalho em Carmo do Cajuru: a reclamação do trabalhador da fábrica, do laticínio, da granja ou da lavoura de tomate é ajuizada no Foro de Divinópolis, formado pela 1ª Vara do Trabalho (criada pela Lei federal nº 6.563, de 19 de setembro de 1978) e pela 2ª (Lei federal nº 8.432, de 11 de junho de 1992), que juntas cobrem onze municípios do Oeste. Neste ponto o recorte trabalhista coincide com o federal e com a ordem de substituição de comarca vaga, e diverge do rodízio de garantias: Cláudio, que decide as cautelares criminais de Carmo do Cajuru, responde ao mesmo foro trabalhista, mas por caminho próprio.

Segurança Pública

Panorama
Município de 455,8 km² e 23,5 mil habitantes a 15 km de um polo regional, com um distrito judiciário e um fórum de vara única. A pauta criminal tem o formato típico da comarca-satélite: o crime acontece aqui, a investigação é decidida por um juiz a cerca de 70 km e a pena, quando é de reclusão, passa a ser executada onde estiver a vaga — em outra comarca. Para a família, o efeito é que nenhum dos dois momentos mais sensíveis do processo penal, a custódia e a execução, se resolve no fórum da própria cidade.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única da comarca e ficam fora do juiz das garantias por força do artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 — ou seja, também eles não vão para Cláudio.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Carmo do Cajuru
Endereço
Praça Primeiro de Janeiro, 90, Centro, Carmo do Cajuru - MG, CEP 35557-000
Telefone
E-mail
Site
www.carmodocajuru.mg.gov.br

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Carmo do Cajuru
Endereço
Avenida José Marra Silva, 175, Centro, Carmo do Cajuru - MG, CEP 35557-000
Telefone
E-mail
Site
www.camaracarmodocajuru.mg.gov.br
Ressalva
A Câmara não vive no domínio .leg.br: carmodocajuru.mg.leg.br não resolve, com ou sem "www". O endereço vivo é camaracarmodocajuru.mg.gov.br.

Cartórios

Estrutura
Cinco serventias extrajudiciais na comarca, quatro na sede e uma no distrito: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas (Travessa Tiradentes, 16, Centro), o Tabelionato de Protesto de Títulos (Rua Tiradentes, 229, loja B, Centro), o 1º Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais (Rua Vicente Dias Barbosa, 595, Centro), o 2º Tabelionato de Notas (Rua Tiradentes, 17, Centro) e, em São José dos Salgados, o Registro Civil com Atribuição Notarial (Rua Melquíades Gomes, 310, Centro).
Ressalva
O Guia publica CEP 35510-000 para duas dessas serventias e 35557-000 para outras duas, todas no Centro da mesma cidade; 35557-000 é o CEP que o próprio Guia atribui ao fórum e o que a Prefeitura publica no portal oficial. A divergência fica registrada, não corrigida.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional