História
A cidade nasceu de uma capela e de uma fazenda. O capitão Manoel Gomes Pinheiro, dono da Fazenda do Cajuru, começou em 1823 a construir a capela de Nossa Senhora do Carmo; morreu em 1825, a família terminou a obra e as celebrações começaram em 1830. A partir daí a documentação diverge de si mesma, e vale dizer isso: o texto histórico do verbete do IBGE afirma que a Câmara Municipal de Pitangui criou o distrito de Cajuru em 1834, enquanto a seção de formação administrativa do mesmo verbete dá o distrito como criado pela Lei Provincial nº 1.196, de 6 de agosto de 1864, subordinado ao município de Pará (depois Pará de Minas). Em 1911 o distrito já figura no município de Itaúna, onde ficou até a emancipação. A Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, elevou Carmo do Cajuru a município, desmembrado de Itaúna, com instalação em 1º de janeiro de 1949; a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou e anexou o distrito de São José dos Salgados. O fórum, porém, é recente: a comarca só foi instalada em 25 de janeiro de 1991, quarenta e dois anos depois da emancipação — até ali o cajuruense litigava fora. É por isso que a história judicial da cidade é curta e a história civil é longa.