História
Poucas cidades devem o nome a uma obra hidráulica que deu errado do jeito certo. O açude que um português chamado Novato construiu para mover moinhos e monjolos cresceu com o aterro e a água do pântano vizinho até virar lagoa — e foi essa lagoa, faiscando ao sol na descrição de frades missionários, que rebatizou o antigo povoado de São Carlos do Pântano. A ocupação veio pelo gado e pelo café: por volta de 1850 o tenente Francisco Bernardes comprou terras à margem do rio São Francisco, e o sobrinho que herdou a fazenda, Coronel Carlos José Bernardes Sobrinho, mudou-a para perto da lagoa e doou o terreno da igreja de São Carlos. O distrito foi criado pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, subordinado a Santo Antônio do Monte, e a emancipação veio com o Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, com a divisão territorial vigente a partir de 1º de janeiro de 1939. Em 1962, a Lei estadual nº 2.764 criou o distrito de Martins Guimarães, configuração que permanece na divisão de 2022.