História
Poucas cidades trocaram tanto de nome com tanto ganho: o arraial de São Sebastião do Feijão Cru — batizado, conta a tradição, por um jantar de tropeiros que saiu malcozido — virou vila em 1854, desmembrado de Mar de Espanha, e em 16 de outubro de 1861 a Lei Provincial nº 1.116 o elevou a cidade já com o nome da princesa Leopoldina, filha de Dom Pedro II. O século XIX foi o do café: a lavoura tomou os morros da Zona da Mata e fez de Leopoldina uma das praças mais ricas da província, a ponto de dar nome à ferrovia que nasceu para escoar sua produção — a Companhia Estrada de Ferro Leopoldina, cujos trilhos chegaram à cidade em 1877 e que, décadas depois, já sob controle inglês como The Leopoldina Railway, se tornaria uma das maiores malhas ferroviárias do país, levando o nome do município a três estados. A crise de 1929 derrubou o café e a cidade se refez na pecuária; a comarca, instalada em 31 de março de 1892 segundo o Guia Judiciário do TJMG, atravessou tudo isso funcionando.