Cidade de MG

Turmalina

Turmalina é sede de comarca de primeira entrância do TJMG, instalada em 15 de agosto de 2003 — uma das mais novas do Alto Jequitinhonha — e jurisdiciona quatro municípios: ela mesma, Veredinha (36 km), Leme do Prado (48 km) e José Gonçalves de Minas (74 km), mais os distritos judiciários de Caçaratiba e Mendonça. Tem vara única, no Fórum Luiz Lopes de Macedo, e nela se concentra tudo: cível, criminal, Tribunal do Júri, infância e juventude e execução penal. Três respostas importam a quem procura advogado aqui. Primeira: o Tribunal do Júri é da comarca, e o inquérito de homicídio NÃO vai para o juiz das garantias, porque a Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 exclui os crimes dolosos contra a vida do rodízio — fica com o juiz daqui. Segunda: o juiz das garantias de Turmalina é o da Vara Única de Minas Novas, em par recíproco fixado no Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, de modo que flagrante, preventiva, busca e apreensão e audiência de custódia se decidem a 26 km. Terceira: Turmalina tem presídio, e por isso a execução penal corre aqui — não só a dos seus condenados, mas a de todo condenado recolhido no Presídio de Turmalina, venha a sentença de onde vier, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014. Na Justiça Federal, a comarca inteira responde à Subseção de Montes Claros, e a competência federal delegada CESSOU: a ação contra o INSS não se ajuíza mais no fórum da cidade.

UF
MG
Porte
pequena
População
20.000 hab.

Para questões judiciais em Turmalina (MG), o juízo competente é da Comarca de Turmalina — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A cronologia de Turmalina é curta em séculos e estranha em ordem. Segundo o verbete do IBGE, os primeiros a chegar foram bandeirantes paulistas conduzidos por Sebastião Leme do Prado, por volta de 1750-1760, atrás do ouro das margens do rio Araçuaí. Como faltava comida para os mineradores, parte dos colonos trocou a lavra pela lavoura e se espalhou pelas margens do Araçuaí, do Ribeirão do Lourenço e do rio Itamarandiba, longe da vila, erguendo capelas onde parava. De uma delas, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, nasceu o arraial — fundado, diz o verbete, por fazendeiros que viviam do gado e do algodão e que vendiam a produção aos garimpeiros de Minas Novas. Turmalina começou, em suma, como o celeiro do garimpo do vizinho. O distrito de Nossa Senhora da Piedade foi criado pela lei provincial nº 148, de 3 de abril de 1840, dentro do município de Minas Novas. O nome mudou para Turmalina pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923 — data conferida no texto original da lei na base da ALMG, e que não é a que o verbete do IBGE publica. A emancipação veio pela Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, onde Turmalina aparece como "distrito emancipado", número 69 de uma lista de 72: o novo município nasceu com três distritos — Turmalina, Caçaratiba e Veredinha — desmembrados de Minas Novas. Meio século depois, em 21 de dezembro de 1995, a Lei estadual nº 12.030 devolveu a Veredinha a autonomia que Turmalina lhe havia tomado, levando consigo o distrito de Mendonça. A mesma lei de 1995 criou, do outro lado, Leme do Prado e José Gonçalves de Minas — e os dois nasceram vinculados à comarca de Minas Novas, não a esta. O capítulo judiciário é o mais recente e o menos documentado. Turmalina já era comarca em lei em 1995, quando a Lei nº 12.030 vinculou Veredinha à "Comarca: Turmalina", mas só foi instalada em 15 de agosto de 2003, segundo o Guia Judiciário. Entre uma data e outra houve pelo menos oito anos de comarca criada e não instalada — situação que em Minas significa que a jurisdição continua com a comarca originária até a audiência solene de instalação. E, em algum ponto depois de 1995, Leme do Prado e José Gonçalves de Minas deixaram Minas Novas e passaram para cá: o confronto entre o texto original e o texto vigente do Anexo II da LC 59/2001 mostra os dois municípios saindo de um item e entrando no outro. A comarca que tem pouco mais de vinte anos cresceu à custa da comarca de 1892 de cujo território ela mesma saiu.

Economia

A economia de Turmalina desmente a imagem do Jequitinhonha seco. O PIB municipal de 2023 foi de R$ 486.869 mil, e o retrato agrícola do mesmo ano é de café: dos 1.262 hectares colhidos no município, 660 são de café arábica, que rendeu 898 toneladas e R$ 12.706 mil — dois terços de todo o valor da produção vegetal, que somou R$ 18.903 mil em dezenove culturas diferentes. É café de altitude no Alto Jequitinhonha, e não a lavoura de subsistência que o senso comum atribui ao vale. O segundo lugar em valor é uma surpresa de escala: doze hectares de tomate produziram R$ 2.325 mil — mais do que os 178 hectares de cana-de-açúcar (R$ 1.093 mil) e os 200 hectares de milho (R$ 512 mil) somados. É hortaliça irrigada de alto valor por hectare, e é o tipo de atividade que traz consigo arrendamento, safrista, meeiro e, no reverso, passivo trabalhista e conflito possessório. A pecuária é modesta: 4.044 cabeças de bovinos em 2023, num município de 1.153 km². O rebanho não ocupa o território; o café e a horta ocupam. Do lado judiciário, a consequência prática dessa economia é que o litígio de Turmalina não se resume ao criminal. Contrato agrícola, divisa de terra, sucessão de sítio e tributo estadual sobre circulação de produto correm na Vara Única — e a parte trabalhista sai da comarca, indo a Diamantina para a sede e a Araçuaí para José Gonçalves de Minas. Um produtor com terras nos dois lados da comarca pode ter reclamação trabalhista em duas cidades e ação previdenciária numa terceira, Montes Claros.

Panorama jurídico

Para quem lê esta ficha com um caso em mãos, a comarca de Turmalina responde cinco perguntas, e vale responder cada uma com o dispositivo na mão. ONDE SE JULGA. Na Vara Única do Fórum Luiz Lopes de Macedo, Rua Josina Antunes, 26, Campo. Quatro municípios respondem a ela — Turmalina, Veredinha, Leme do Prado e José Gonçalves de Minas — e dois distritos judiciários, Caçaratiba e Mendonça. Não confunda: quem tem processo em Berilo, Chapada do Norte, Francisco Badaró ou Jenipapo de Minas vai a Minas Novas, a 26 km; e quem tem processo em Capelinha ou Itamarandiba vai a outras comarcas, embora as duas estejam na mesma microrregião do IBGE que Turmalina. QUEM PRESIDE O JÚRI. O juiz da Vara Única, porque não há outra. O Tribunal do Júri é órgão de cada comarca pelo artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001, e não desce a distrito judiciário pelo artigo 3º, § 1º. Não há regionalização de Júri em Minas Gerais, e homicídio cometido em Veredinha, em Leme do Prado ou no distrito de Caçaratiba é julgado por Conselho de Sentença reunido nesta cidade. QUEM DECIDE A PRISÃO. O juiz de Minas Novas. Pelo Anexo Único da PC nº 1.818/PR/2026, a Vara Única de Minas Novas é o juiz das garantias da Vara Única de Turmalina, e vice-versa: é par recíproco, na 6ª Região. Flagrante, preventiva, temporária, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, acordo de não persecução penal e audiência de custódia saem daqui — mas a secretaria que processa continua sendo a de Turmalina (Res. 1.109/2025, artigo 7º, § 1º), e oferecida a denúncia o feito volta à Vara Única. Duas exceções apagam o rodízio justamente nos casos que mais aparecem: crime doloso contra a vida e violência doméstica estão FORA do juiz das garantias (artigo 3º, II e III), de modo que o inquérito de homicídio e a medida protetiva de urgência ficam com o juiz de Turmalina do começo ao fim. ONDE CORRE A EXECUÇÃO DA PENA. Aqui, e não só para os daqui. O artigo 1º da PC nº 344/2014 fixa a execução no juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido, e Turmalina tem o Presídio de Turmalina (PRTUR). Quem está preso ali executa a pena nesta Vara Única, independentemente de onde foi condenado — é o caso, por exemplo, do condenado de Minas Novas, comarca que não tem unidade prisional. E quando a pena é cumprida em liberdade, o parágrafo único do mesmo artigo manda a execução para a comarca do endereço residencial: regime aberto, restritiva de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora nos quatro municípios da comarca voltam para cá. A cada transferência de unidade o juízo declina e remete os autos (artigo 3º), sem que ninguém avise a família. ONDE SE PROCESSA CONTRA A UNIÃO. Na Subseção Judiciária de Montes Claros (SJMG/TRF6), para os quatro municípios. E a mudança recente: Turmalina PERDEU a competência federal delegada pelo Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, na redação da Portaria PRESI nº 170/2026 — aposentadoria por incapacidade, benefício de prestação continuada, salário-maternidade rural e auxílio-acidente contra o INSS não se ajuízam mais na Vara Única. Processo ajuizado na Justiça Estadual antes de 2020 fica onde está, pelo artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019.

Patrimônio

O patrimônio institucional de Turmalina cabe em poucos endereços, e cada um conta uma parte da história. O fórum se chama Luiz Lopes de Macedo e fica na Rua Josina Antunes, no bairro Campo — o mesmo bairro onde está o Registro de Títulos e Documentos. A Prefeitura está no número 230 e a Câmara no 253 da Avenida Lauro Machado: o centro político da cidade tem um quarteirão, e os dois poderes municipais são vizinhos de calçada. Os topônimos religiosos guardam a origem do lugar melhor do que o nome oficial. A invocação de Nossa Senhora da Piedade, que batizou o arraial até 1923, sobrevive na hidrografia e nos limites descritos pela Lei nº 336/1948, que mapeia as divisas "entre os distritos de Turmalina e Veredinha" e "entre os distritos de Turmalina e Caçaratiba" passando pelo rio da Piedade. O Tabelionato de Notas está na Rua do Rosário, no bairro do Rosário; o registro civil de Caçaratiba, na Praça da Matriz; o de Veredinha, na Avenida Senhora do Socorro. A cidade trocou o nome de santa pelo nome de pedra, mas as ruas não trocaram.

Curiosidades

O Censo 2022 contou em Turmalina exatamente 20.000 habitantes. Não é arredondamento desta ficha nem aproximação de tabela: é o número que o IBGE publica no agregado 4714 para o município, com quatro zeros. Municípios vizinhos saem com 24.405, 20.769, 23.514 — números que ninguém suspeitaria de serem redondos. Turmalina saiu com um. A segunda curiosidade é jurídica e mais útil. Quem lê a tabela do juiz das garantias sem desconfiar dela conclui, pela linha de Turmalina, que Minas Novas é comarca de segunda entrância; e conclui, pela linha de Minas Novas, que Turmalina é de segunda entrância. As duas linhas erram, cada uma sobre a outra, e cada uma acerta sobre si mesma, declarando-se "Primeira". As duas comarcas são de primeira entrância pelo Guia Judiciário e pelo Anexo I da LC 59/2001. É um erro recíproco perfeito, e a lição é que a portaria serve para saber quem é o juiz das garantias de quem, e para mais nada. A terceira está na consulta de municípios e distritos do próprio Guia: o distrito de Caçaratiba, que está 46 km depois da sede, aparece com 455 km até Belo Horizonte, enquanto a sede aparece com 480. Um lugar mais distante do fórum saiu 25 km mais perto da capital. É por isso que esta ficha usa apenas a coluna "Distância Comarca".

Educação e cidadania

Três coisas que o morador de Turmalina, de Veredinha, de Leme do Prado ou de José Gonçalves de Minas pode fazer sem intermediário, e que costumam ficar escondidas. CONFERIR ONDE ESTÁ O PRÓPRIO PROCESSO. O Guia Judiciário do TJMG publica, de graça, o nome oficial de cada unidade da comarca, o endereço do fórum, o telefone da edificação e o e-mail institucional da secretaria da Vara Única (tur1secretaria@tjmg.jus.br) — e também o do CEJUSC (cejusc.tur@tjmg.jus.br), que é a porta da conciliação, e o da Administração do Fórum (turadm@tjmg.jus.br). A mesma consulta lista as oito serventias da comarca com endereço, CEP e telefone, o que resolve a maior parte das dúvidas sobre certidão sem precisar ir à cidade. ENTENDER QUE "TEM PRESÍDIO AQUI" É INFORMAÇÃO PROCESSUAL, não só geográfica. Se um parente foi condenado em outra comarca e está no Presídio de Turmalina, o processo de execução dele é desta cidade, e é aqui que se pede progressão de regime, remição por trabalho ou estudo e livramento condicional. Se ele for transferido, o processo vai atrás e o pedido passa a ser feito na nova comarca. Vale pedir sempre o número do processo de execução no SEEU. SEPARAR AS TRÊS JUSTIÇAS. Reclamação trabalhista vai ao TRT-3 — Diamantina para quem é de Turmalina, Leme do Prado e Veredinha; Araçuaí para quem é de José Gonçalves de Minas —, e a atermação virtual permite abrir o pedido sem advogado pelos e-mails vt.diamantina@trt3.jus.br e vt.aracuai@trt3.jus.br. Benefício do INSS, desde a cessação da competência delegada, vai à Subseção Judiciária de Montes Claros, e não mais ao fórum da cidade: quem for ao balcão da Vara Única com um caso previdenciário novo será orientado a procurar Montes Claros.

Segurança e fronteira

Turmalina é uma das comarcas mineiras onde a estrutura penal está toda dentro do município e a decisão sobre a liberdade, toda fora dele. O preso em flagrante na cidade é apresentado em audiência de custódia decidida pelo juiz de Minas Novas; se a preventiva é decretada, fica no Presídio de Turmalina, a poucos quilômetros da própria casa; se é condenado, a execução corre no fórum da cidade, com o juiz que o julgou. É um desenho que reduz o deslocamento da família na fase mais longa do processo — a execução — e o aumenta na fase mais urgente, que é a do pedido de liberdade. O ponto de atenção é o contrário disso: o preso que vem de fora. Como a execução segue o corpo do preso, o Presídio de Turmalina recebe condenados de comarcas sem unidade prisional, e a família desses presos precisa entender que o processo de execução mudou de cidade junto com ele. Progressão, remição, livramento e apuração de falta grave passam a ser decididos em Turmalina, e a defesa constituída na comarca da condenação deixa de receber intimação na execução. Quem não acompanha essa mudança perde prazo em matéria de execução sem nunca ter sido informado — e o inverso acontece igual quando o preso é transferido daqui para outra unidade da 14ª RISP.

Dados do município

Gentílico
turmalinense
Mesorregião
Jequitinhonha
Microrregião
Capelinha
Área (km²)
1153.111
População (Censo 2022)
20.000
Densidade demográfica (hab/km²)
17.34

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Turmalina como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Turmalina/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Turmalina
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG registra, sob o código 0697, a instalação da comarca em 15 de agosto de 2003. É uma das comarcas mais novas do Alto Jequitinhonha, e a data separa duas realidades: a comarca já existia em lei antes de funcionar. A Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, ao emancipar Veredinha, já a vinculava à "Comarca: Turmalina" — portanto, por pelo menos oito anos, Turmalina foi comarca criada e não instalada. Hoje o Guia responde pela localidade sem a advertência de "não é uma Comarca": a comarca está instalada e em funcionamento.
Classificação
Primeira entrância, e as duas fontes autoritativas coincidem. O Guia Judiciário imprime "Entrancia: Primeira". O Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59/2001, item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, traz Turmalina no número 169, com um único cargo de Juiz de Direito (JPE-169), e estar na Primeira Parte, e não na Segunda, é a marca de comarca instalada. O critério do artigo 8º da mesma lei é aritmético: uma vara instalada é primeira entrância; cinco ou mais varas com 130 mil habitantes é entrância especial; o resto é segunda. Uma vara, primeira entrância.
Estrutura
Vara única, no Fórum Luiz Lopes de Macedo. A consulta de varas do Guia Judiciário devolve cinco blocos de órgão e sete salas: a Vara Única (tur1secretaria@tjmg.jus.br); a Administração do Fórum, com Direção do Foro e Sala da Administração (turadm@tjmg.jus.br); a Central de Conciliação, com gabinete do coordenador local e secretaria; o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (cejusc.tur@tjmg.jus.br); e a Contadoria/Tesouraria (turcontadoria@tjmg.jus.br). A prova da vara única aqui é dupla: cinco blocos cabem folgados no corte de dez blocos por página que o Guia aplica, e a página 2 da consulta volta vazia. Toda a competência da comarca — cível, criminal, Tribunal do Júri, infância e juventude e execução penal — está nessa vara, porque não há outra. No PJe, a comarca recebeu as classes cíveis da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis em 5 de agosto de 2019 (Aviso Conjunto nº 7/CGJ/2019) e as classes da infância e juventude em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020); os feitos criminais não constam dessa página, e esta ficha não afirma em que sistema tramitam.
Endereço
Fórum Luiz Lopes de Macedo — Rua Josina Antunes, 26, Campo, Turmalina - MG, CEP 39660-000
Telefone
Feriados forenses
O Guia Judiciário publica três feriados municipais para a comarca em 2026: 4 e 5 de junho e 15 de setembro. Quem tem prazo correndo na Vara Única precisa contar com eles, porque feriado municipal suspende prazo processual na comarca e não aparece no calendário do resto do estado. O campo de fax da edificação vem em branco na fonte — o que não é o mesmo que fax repetindo o número do telefone, defeito frequente no Guia em outras comarcas.
Jurisdição
Quatro municípios respondem ao Fórum Luiz Lopes de Macedo, e as duas fontes fecham exatamente. O item 310 do Anexo II da LC 59/2001, no texto vigente, lista Turmalina, José Gonçalves de Minas, Leme do Prado e Veredinha; a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia devolve os mesmos quatro, com as distâncias até a sede: Veredinha a 36 km, Leme do Prado a 48 km e José Gonçalves de Minas a 74 km. Perguntado por cada um deles, o Guia é literal: "A Localidade Leme do Prado não é uma Comarca ... pertence à Comarca de Turmalina", e o mesmo para José Gonçalves de Minas e para Veredinha. Os distritos judiciários são apenas dois: Caçaratiba, a 46 km, que é da própria sede, e Mendonça, a 35 km, que é de Veredinha. Nenhum dos outros dois municípios tem distrito na lista — e Leme do Prado tem dois distritos administrativos no IBGE (Acauã de Minas e Posses), nenhum deles distrito judiciário.
Composição histórica
A comarca de hoje não é a que a lei criou, e a diferença se prova pelo confronto entre o texto original e o texto atualizado da LC 59/2001 na base da ALMG. No texto original, de 18 de janeiro de 2001, o item 306 dava à comarca de Turmalina dois municípios — Turmalina e Veredinha — enquanto o item 184, da comarca de Minas Novas, listava sete: Minas Novas, Berilo, Chapada do Norte, Francisco Badaró, Jenipapo de Minas, José Gonçalves de Minas e Leme do Prado. No texto vigente, Turmalina tem quatro municípios e Minas Novas cinco: José Gonçalves de Minas e Leme do Prado mudaram de comarca. A Lei estadual nº 12.030, de 21/12/1995, confirma o ponto de partida ao criar os dois municípios: José Gonçalves de Minas, desmembrado de Berilo, e Leme do Prado, desmembrado de Minas Novas, nasceram ambos com "Comarca: Minas Novas" escrito na lei. Logo, a jurisdição de Turmalina sobre eles é posterior a 1995, e coincide na cronologia com a instalação da comarca em 15/08/2003. O ato que fez a transferência não foi localizado, e chama atenção que o texto consolidado da ALMG traga a mudança sem nota de "redação dada" nos itens 187 (Minas Novas) e 310 (Turmalina), ao contrário do que faz para dezenas de outros itens do mesmo anexo.
Juizado especial
A consulta própria de Juizados Especiais do Guia Judiciário não devolve nenhum resultado para Turmalina: não há unidade autônoma de Juizado na comarca, e as causas de pequeno valor correm na Vara Única, que recebeu as classes dos Juizados Especiais Cíveis no PJe em 2019. O cabeçalho do fórum inscreve a comarca no Grupo Jurisdicional JESP de Teófilo Otoni — que não acompanha nem a microrregião do IBGE (Capelinha), nem a subseção federal (Montes Claros), nem a Vara do Trabalho da sede (Diamantina). São quatro recortes regionais diferentes sobre o mesmo município, e nenhum deles se deduz do outro.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, o Guia Judiciário publica duas tabelas, e elas não são simétricas. Na primeira, quem substitui Turmalina é Minas Novas (1º, 26 km) e Santa Maria do Suaçuí (2º, 132 km). Na segunda, Turmalina substitui Minas Novas (1º, 26 km) e Santa Maria do Suaçuí — mas na posição "3º", sem que exista um 2º. Esta ficha registra as duas como estão na fonte e não as reconcilia. Duas observações que importam: a lista é curtíssima para o padrão mineiro, com duas comarcas apenas; e o fato de a primeira posição coincidir com o par do juiz das garantias é coincidência, não regra — a ordem de substituição de comarca vaga e o rodízio das garantias são atos diferentes e não se deduzem um do outro.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é órgão da própria comarca, por força do artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001, e não desce a distrito judiciário, por força do artigo 3º, § 1º, que exclui expressamente o Júri e as execuções penais da competência plena dos distritos. Homicídio ocorrido em Veredinha, em Leme do Prado, em José Gonçalves de Minas ou nos distritos de Caçaratiba e Mendonça é julgado por Conselho de Sentença reunido no Fórum Luiz Lopes de Macedo. Como a comarca tem vara única, não há dúvida sobre qual vara preside o Júri nem resolução de competência a procurar: é o juiz da Vara Única. E o cruzamento com o regime do juiz das garantias produz aqui uma consequência que surpreende: o inquérito de homicídio também não sai de Turmalina.
Execução penal
Turmalina TEM unidade prisional, e em Minas isso decide a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG determina que a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, tramite no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido — não na comarca que o condenou. A relação do Depen-MG/Sejusp registra na 14ª Região Integrada de Segurança Pública o Presídio de Turmalina (PRTUR), na Rua Bem Te Vi, s/n, Bairro Nova Turmalina, telefones (38) 3527-2373 e (38) 3527-2719. Quem está recolhido ali executa a pena na Vara Única desta comarca, venha a condenação de onde vier: progressão de regime, remição, livramento condicional, soma e unificação de penas, falta grave e saída temporária são decididos aqui. Turmalina é, por isso, o juízo de execução de condenados de comarcas vizinhas que não têm presídio, entre elas Minas Novas. O movimento contrário vale igual: pelo artigo 3º da mesma portaria, havendo transferência o juízo declina da competência e remete os autos "imediata e diretamente", ressalvadas informações a prestar em habeas corpus e, desde que instruídos, incidentes pendentes sobre benefícios, medidas urgentes de integridade física ou saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas (prazo de trinta dias, artigo 4º; se for preciso ouvir o preso já transferido, quem ouve e decide é o juízo declinado, artigo 3º, § 2º). Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, e a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). E o parágrafo único do artigo 1º fecha o desenho para quem está em liberdade: o condenado solto executa na comarca do endereço residencial — regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis e livramento condicional de quem mora em Turmalina, Veredinha, Leme do Prado ou José Gonçalves de Minas voltam para a Vara Única do Fórum Luiz Lopes de Macedo. Tramitação pelo SEEU, do CNJ. A Portaria Conjunta nº 344/2014 revogou expressamente a Portaria Conjunta nº 337/2014 (artigo 7º): texto que cite a 337 está morto.
Vara especializada
A comarca não tem — e não tem direito a — vara de execução penal especializada. O artigo 10, § 3º, da LC 59/2001, na redação da LC 174/2024, torna obrigatória a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária "onde houver PENITENCIÁRIA", cabendo ao Juiz Corregedor Permanente a fiscalização das unidades prisionais das respectivas comarcas. A unidade de Turmalina é presídio, não penitenciária — distinção de regime, na linha do artigo 87 da Lei de Execução Penal, e não de tamanho. O gatilho legal não é acionado, e a execução penal segue integral na vara que existe.
Juiz das garantias
No interior mineiro o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 (DJe de 15/6/2026, publicação em 16/6/2026), que deu nova redação ao anexo da PC nº 1.709/PR/2025. Na 6ª Região, a linha de Turmalina diz que a Vara Única de Turmalina é o juiz das garantias da Vara Única de Minas Novas; a linha de Minas Novas diz o inverso. É par recíproco puro, o desenho mais simples dos que a portaria usa no estado — sem cadeia de três comarcas, sem par interno entre varas da mesma comarca e sem juiz auxiliar especial. E o par não é novidade da PC 1.818: já estava assim no texto original da PC 1.709, de agosto de 2025. Na prática: prisão em flagrante, preventiva, temporária, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal, transação penal, arquivamento e audiência de custódia do inquérito de Turmalina são decididos pelo juiz de Minas Novas, a 26 km — e a secretaria que processa continua sendo a do Fórum Luiz Lopes de Macedo (artigo 7º, § 1º, da Resolução). Cessa com a denúncia: oferecida a acusação, o feito volta ao juízo competente para instruir e julgar. Para impedimento justificado do plantonista, o Anexo II da PC 1.709, referido ao artigo 6º, põe Turmalina na Microrregião LII, com Araçuaí, Minas Novas e Salinas, e pareia essa microrregião de quatro comarcas com a Microrregião III, que tem seis — Águas Formosas, Almenara, Jacinto, Jequitinhonha, Medina e Pedra Azul. E o artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 é o que mais importa numa comarca de vara única: ficam FORA do juiz das garantias os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar (Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022), as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares, os processos de competência originária de tribunal, os das varas criminais colegiadas e as audiências de custódia não referidas no inciso V do artigo 2º. Ou seja: o inquérito de homicídio de Turmalina não vai a Minas Novas, e a medida protetiva de urgência também não — as duas ficam com o juiz daqui. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º).
Ressalva
A coluna de entrância do par, no Anexo Único da PC 1.818, é inservível, e de forma recíproca: a linha de Turmalina declara a própria comarca como "Primeira" e chama Minas Novas de "Segunda"; a linha de Minas Novas declara-se "Primeira" e chama Turmalina de "Segunda". As duas são de primeira entrância pelo Guia Judiciário e pelo Anexo I da LC 59/2001. Não é o deslocamento de coluna conhecido na extração dessa tabela — é erro de conteúdo, e a coluna foi descartada. Outra divergência interna da fonte: na consulta de municípios e distritos integrantes, a coluna "Distância Capital" dá 455 km ao distrito de Caçaratiba e 480 km à sede, embora Caçaratiba esteja 46 km adiante da sede; esta ficha usa apenas a coluna "Distância Comarca".

OAB — Subseção

E-mail
Estrutura
A relação oficial de setores, unidades e subseções da OAB/MG registra Turmalina na coluna de subseção, com um único espaço: a sala dos advogados no edifício do Fórum, aberta das 12h às 18h, sem telefone publicado na linha, e com o e-mail turmalina@oabmg.org.br. Duas ausências merecem registro. A relação não traz linha de "SEDE" para Turmalina, ao contrário do que faz para vizinhas como Capelinha e Diamantina. E não traz PARLATÓRIO — embora haja presídio no município e o parlatório da OAB costume acompanhar a unidade prisional, servindo de segunda fonte oficial para o endereço dela. Aqui essa segunda fonte não existe.
Ressalva
O documento da OAB/MG dá à sala o endereço "Rua Teotônio Pinheiro, 123", que não coincide com o endereço do Fórum Luiz Lopes de Macedo no Guia Judiciário (Rua Josina Antunes, 26, Campo). O rótulo, o município do endereço e o e-mail da linha conferem entre si, o que afasta o deslocamento de coluna conhecido nesse PDF — mas coerência interna não prova endereço vigente: o documento é de fevereiro de 2021 e o Guia é a fonte viva. Esta ficha adota o Guia e registra a divergência.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Montes Claros (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Turmalina, e a competência federal delegada cessou.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Diamantina para Turmalina, Leme do Prado e Veredinha (vt.diamantina@trt3.jus.br); Vara do Trabalho de Araçuaí para José Gonçalves de Minas (vt.aracuai@trt3.jus.br).
INSS
Atendimento por agendamento no telefone 135 ou pelo Meu INSS; ação judicial contra o INSS na Subseção Judiciária de Montes Claros, e não mais na Vara Única da comarca.

Estabelecimentos penais

Panorama
Turmalina tem uma unidade prisional: o Presídio de Turmalina (PRTUR), na Rua Bem Te Vi, s/n, Bairro Nova Turmalina, telefones (38) 3527-2373 e (38) 3527-2719, integrante da 14ª Região Integrada de Segurança Pública na relação do Depen-MG/Sejusp. A verificação foi feita pelo ENDEREÇO no texto integral da relação, não pelo nome da unidade — em Minas há presídio com nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma e bairro batizado com o nome de outro município. Aqui nome, bairro e município fecham. A tipologia importa: é presídio, não penitenciária, e em Minas isso é distinção de regime (Lei de Execução Penal, artigo 87) com efeito de estrutura — só a penitenciária aciona a obrigação de vara de execução penal por circunscrição do artigo 10, § 3º, da LC 59/2001. A mesma 14ª RISP reúne unidades de Capelinha, Curvelo, Diamantina, Itamarandiba, Serro, Três Marias e Várzea da Palma, entre outras: é dentro desse conjunto que o preso da região circula, e cada transferência muda o juízo da execução.

Defensoria Pública Estadual

Contexto
A relação oficial de unidades da Defensoria Pública de Minas Gerais não lista unidade em Turmalina, e a página de unidade do município devolve 404 — o que, nesse portal, não equivale a ausência de serviço. Também não localizei o município entre os "municípios contemplados" das duas unidades mais próximas da região: a de Diamantina contempla Couto de Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia, Monjolos e Presidente Kubitschek, entre outros; a de Araçuaí contempla Araçuaí, Coronel Murta, Itinga, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes e Virgem da Lapa. Esta ficha não afirma que a comarca está desassistida: afirma que não encontrou, na fonte oficial, qual unidade responde por ela — e isso pesa mais numa comarca com presídio, porque o preso sem advogado constituído depende da Defensoria para todo incidente de execução.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Montes Claros — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Turmalina não é sede de subseção federal, e a comarca inteira vai para o mesmo lugar: a tabela de jurisdições da SJMG, atualizada em 27 de maio de 2026, e o Anexo II da Portaria PRESI nº 170/2026 põem Turmalina, José Gonçalves de Minas, Leme do Prado e Veredinha sob a Subseção de Montes Claros. Não sob Teófilo Otoni, que é a região intermediária do IBGE e o grupo JESP da comarca, nem sob Diamantina, que é a Vara do Trabalho da sede. Ação contra a União, tributo federal, FGTS e crime de competência federal do turmalinense correm em Montes Claros.
Observação competência
Na tabela da SJMG o asterisco marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção. Nenhum dos quatro municípios da comarca tem asterisco: onde o Oficial de Justiça federal não vai, citação e intimação seguem pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória ao juízo estadual — isto é, ao Fórum Luiz Lopes de Macedo.
Competência delegada
Turmalina PERDEU a competência federal delegada, e é a mudança prática mais recente na vida judiciária do município. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria PRESI nº 170, de 19 de agosto de 2026, divide os municípios de cada subseção em duas colunas, e a linha de Montes Claros, lida pela grade da tabela, conserva a delegação apenas para Buenópolis, Grão Mogol, Itamarandiba, Salinas e São João da Ponte. Turmalina está na coluna dos que deixaram, ao lado da própria Montes Claros, Bocaiúva, Francisco Sá, Coração de Jesus, Brasília de Minas, Januária, Minas Novas, Várzea da Palma, Pirapora e São Francisco. Consequência direta e concreta: a ação previdenciária contra o INSS de quem mora em Turmalina não se ajuíza mais na Vara Única da comarca — vai para a Subseção Judiciária de Montes Claros. O gatilho da cessação é a instalação de Unidade Avançada de Atendimento do TRF6, cuja jurisdição atravessa a comarca e não coincide com ela, e o resultado não se deduz da vizinhança: Turmalina e Minas Novas perderam, a também vizinha Itamarandiba conservou.
Acervo anterior
Em dois degraus, porque as fontes têm força diferente. O que está PROVADO é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: a ação previdenciária ajuizada na Justiça Estadual antes de 2020 permanece no juízo estadual até o trânsito em julgado. O que se ATRIBUI, sem texto integral publicado, é a regra de acervo da cessação por instalação de Unidade Avançada, referida ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026. Quem já tem processo previdenciário em curso no Fórum Luiz Lopes de Macedo deve conferir a situação do próprio feito, e esta ficha não afirma o que a fonte não publica.
Histórico
Minas Gerais deixou o TRF da 1ª Região com a criação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021.
Ressalva
A grafia do Anexo III é descuidada e atrapalha quem casa nomes por string: na mesma linha de Montes Claros o documento escreve "Bocaiuva", "Brasíla de Minas" e "Varzea da Palma". Esta ficha corrige a grafia dos municípios citados, sem alterar a classificação que o anexo dá a cada um.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Diamantina (Turmalina, Leme do Prado e Veredinha) e Vara do Trabalho de Araçuaí (José Gonçalves de Minas)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
A comarca está partida entre duas Varas do Trabalho, e a linha de corte isola um único município. A Vara do Trabalho de Diamantina, criada pela Lei nº 7.729, de 16/01/1989, com a Resolução Administrativa nº 26, de 04/02/2003, abrange Turmalina, Leme do Prado e Veredinha ao lado de Alvorada de Minas, Aricanduva, Carbonita, Congonhas do Norte, Couto de Magalhães de Minas, Datas, Diamantina, Felício dos Santos, Gouveia, Itamarandiba, Minas Novas, Presidente Kubitscheck, Santo Antônio do Itambé, São Gonçalo do Rio Preto, Senador Modestino Gonçalves, Serra Azul de Minas e Serro. José Gonçalves de Minas, sozinho, vai para a Vara do Trabalho de Araçuaí, criada pela Lei nº 10.770, de 21/11/2003, com a RA nº 26, de 04/02/2010, junto com Araçuaí, Berilo, Berizal, Chapada do Norte, Coronel Murta, Curral de Dentro, Francisco Badaró, Fruta-de-Leite, Itaobim, Itinga, Jenipapo de Minas, Novorizonte, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes, Rubelita, Salinas, Santa Cruz de Salinas, Taiobeiras e Virgem da Lapa.
Contexto
O TRT-3 não segue a comarca, e aqui a divisão trabalhista guarda a geografia que o TJMG desfez: José Gonçalves de Minas nasceu desmembrado de Berilo, tem região geográfica imediata de Araçuaí no IBGE e vai à Vara do Trabalho de Araçuaí, mesmo tendo passado para a comarca de Turmalina. Na prática, o trabalhador rural de José Gonçalves de Minas reclama em Araçuaí e responde criminalmente em Turmalina — duas cidades, dois lados do vale, a mesma pessoa.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.153 km², três distritos administrativos e população em leve alta, a 480 km da capital e a 26 km da comarca que decide as suas prisões. O desenho penal é peculiar e vale enunciá-lo inteiro: a investigação é autorizada por juiz de fora (Minas Novas), o julgamento é feito aqui, e a execução da pena também — inclusive a de condenados de outras comarcas, por causa do presídio. Para a família de quem é preso em Turmalina isso significa que a audiência de custódia e a preventiva se decidem em Minas Novas, mas a progressão de regime se decide no fórum da própria cidade. Os dois caminhos são curtos, e os dois são distintos.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única da comarca e ficam FORA do juiz das garantias por força do artigo 3º, III, da Resolução nº 1.109/2025: a medida protetiva de urgência é decidida pelo juiz de Turmalina, não pelo de Minas Novas. Numa comarca de vara única, isso significa que a mulher de Veredinha, de Leme do Prado ou de José Gonçalves de Minas pede proteção no mesmo fórum que a atende para qualquer outro assunto.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Turmalina
Endereço
Avenida Lauro Machado, 230, Centro, Turmalina - MG
Telefone
E-mail
Site
turmalina.mg.gov.br
Contexto
O portal oficial responde tanto com "www" quanto sem, publica CNPJ 25.324.187/0001-00, expediente de 7h às 16h30 e e-mail em domínio oficial — sem nenhum dos sinais de Portal Modelo abandonado (CNPJ zerado, CEP fictício, aviso de item a remover) que aparecem em tantos portais municipais mineiros. Não havia, na leitura de 20/09/2026, aviso de bloqueio de conteúdo por vedação eleitoral.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Turmalina
Endereço
Avenida Lauro Machado, 253, Centro, Turmalina - MG
Telefone
Site
camaraturmalina.mg.gov.br
Contexto
A Câmara fica na mesma avenida da Prefeitura, 23 números adiante. O domínio é camaraturmalina.mg.gov.br: o padrão turmalina.mg.leg.br, que é o mais comum em Minas, não resolve — a conexão falha antes de qualquer resposta HTTP, e quem o cita como endereço oficial cita um endereço morto. O rodapé publica CNPJ 00.444.559/0001-00, dado real e não de template.

Cartórios

Estrutura
A consulta de serviços notariais e de registro do Guia Judiciário devolve oito serventias na comarca, distribuídas por seis localidades. Na sede: Registro de Imóveis de Turmalina (Rua João Maciel, 157, Centro, CEP 39660-000, telefone (38) 3527-2541); Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Turmalina (Rua Sergipe, 176, Campo, CEP 39660-000, telefone (38) 3527-1067); e Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de Turmalina (Rua do Rosário, 325, Rosário, CEP 39660-000, telefone (38) 3527-1643) — a sede acumula notas, protesto e registro civil numa única serventia. Fora da sede, um Registro Civil com Atribuição Notarial em cada localidade: Caçaratiba (Praça da Matriz, 46, Centro, CEP 39662-000, telefone (38) 3527-4025); José Gonçalves de Minas (Rua São Sebastião, 49, Centro, CEP 39642-000, telefone (33) 3737-8023); Leme do Prado (Praça Teodolino Ferreira, 3, Centro, CEP 39655-000, telefone (33) 3764-8010); Mendonça (Rua Varginha, 03-A, Centro, CEP 39664-000, telefone (38) 3527-8154); e Veredinha (Avenida Senhora do Socorro, 99, Centro, CEP 39663-000, telefone (38) 3527-9249).
Contexto
A lista de cartórios desenha a história da comarca melhor do que o mapa. Os dois municípios que vieram de Minas Novas conservam o DDD 33 e os prefixos daquele lado do vale — o registro civil de Leme do Prado atende no 3764, que é o prefixo da cidade de Minas Novas —, enquanto tudo o que sempre foi de Turmalina está no DDD 38 e no prefixo 3527. A linha telefônica ainda não migrou de comarca.
Ressalva
Dois detalhes vieram assim da fonte e não foram corrigidos: o Registro de Imóveis da sede e o Registro Civil de Veredinha publicam o mesmo número nos campos de telefone e de fax, e o Guia faz isso com frequência — esta ficha não transforma fax em telefone; e o número do Registro Civil de Mendonça sai grafado "03 (A)" no campo de logradouro.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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