História
Antes de existir Água Boa, existia uma picada. O IBGE registra que a expedição Roncador-Xingu, da Fundação Brasil Central — comandada pelo coronel Flaviano de Mattos Vanique e depois pelos irmãos Villas-Bôas —, cortou o território pelo mesmo traçado que hoje é a BR-158, do rio Areões, atual divisa com Nova Xavantina, até o rio Sete, no centro do município, seguindo dali para a região do Garapu e para o rio Culuene. Era a Marcha para o Oeste, o programa de 1943 que abriu o Centro-Oeste à ocupação e, de passagem, mapeou a população indígena da região. Nas décadas de 1950 e 1960 o governo estadual doou glebas de dez mil hectares a produtores do Sul e do Sudeste, e boa parte do que hoje é Água Boa ficou sob a posse do fazendeiro gaúcho Alfredo Floriano Toneto. O primeiro morador permanente chegou em 15 de setembro de 1958: Paulo Jacob Thoma, com a família. No fim dos anos 1960 vieram as grandes agropecuárias — Alvorada, Bonança, Brasil, Cedro, Guanabara, Santa Maria, Suiá-Missu, Taquaral —, e em 9 de julho de 1975 chegou a primeira família do projeto de agrovila Água Boa I, Arnildo e Maria Dulce Lorenz, data que a cidade adotou como aniversário. A autonomia veio depois: a Lei Estadual nº 4.166, de 26 de dezembro de 1979, desmembrou Água Boa de Barra do Garças; o município foi instalado em 31 de janeiro de 1981; a primeira eleição municipal ocorreu em 15 de novembro de 1982 e Germano Luiz Zandoná assumiu como primeiro prefeito eleito em 1º de fevereiro de 1983. Desde a divisão territorial de 1983 o município é formado por três distritos: Água Boa, Jaraguá e Serrinha.