História
Chapada dos Guimarães é mais velha do que quase tudo que a cerca. A ocupação começou no rastro do ouro: em 1718 a bandeira de Paschoal Moreira Cabral achou metal no rio Coxipó, em 1721 Almeida Lara fundou o Arraial da Forquilha na confluência com o ribeirão Mutuca e, no ano seguinte, abriu a fazenda Buriti Monjolinho, tida como a primeira do município. Entre 1736 e 1737, a abertura do caminho terrestre que ligava Cuiabá a Minas Gerais e São Paulo, obra de Antônio Pinho de Azevedo, fez surgir um povoado na área hoje chamada Aldeia Velha. O marco decisivo veio em 1751, com a criação da Capitania de Mato Grosso: instalou-se a Missão Jesuítica de Santana, aldeamento que reuniu indígenas de etnias diferentes sob a direção do padre Estevão de Castro. Só muito depois veio o reconhecimento administrativo — o distrito de Chapada foi criado por Alvará de 28 de setembro de 1814, subordinado a Cuiabá, e assim permaneceu por mais de um século, até o Decreto-lei Estadual nº 545, de 31 de dezembro de 1943, lhe dar o nome atual. A emancipação veio pela Lei Estadual nº 701, de 15 de dezembro de 1953, com instalação em 22 de agosto de 1954. O que aconteceu depois é o dado que mais impressiona: o município chegou a abrigar nove distritos e, entre 1976 e 1979, viu quatro deles se tornarem municípios autônomos — Nova Brasilândia, Paranatinga, Sinop e Colíder. O norte de Mato Grosso que hoje é potência de grãos foi, um dia, território chapadense.