História
Castanheira é filha da estrada. Quando o Estado abriu a rodovia AR-1 para ligar Vilhena, em Rondônia, à região de Aripuanã, o traçado cortou uma faixa de mata em que a castanheira-do-pará aparecia com insistência suficiente para virar nome de lugar — o registro histórico da Prefeitura atribui a escolha ao engenheiro civil Hilton Campos, que dirigia a colonização do noroeste mato-grossense. O povoado se firmou às margens dessa via, e o Estado o reconheceu por etapas: primeiro o distrito, criado pela Lei estadual nº 4.975, de 1986, e anexado ao município de Juína; dois anos depois a autonomia, pela Lei estadual nº 5.320, de 4 de julho de 1988, que desmembrou Castanheira de Juína. A instalação efetiva ocorreu em 1º de janeiro de 1989, e os limites territoriais só foram fechados em 1995 — sete anos depois da emancipação, o que dá a medida de quanto a ocupação ainda estava em movimento. É por isso que 4 de julho é a data que a cidade celebra: não a chegada dos primeiros moradores, que antecede a lei, mas o dia em que deixou de ser bairro rural da vizinha e passou a ter prefeito, câmara e orçamento próprios. O parentesco com Juína, porém, nunca se desfez no plano judiciário — e é essa a chave para entender a vida forense local.