História
Cláudia é filha de um projeto privado de colonização. Na década de 1970, a Colonizadora Sinop S.A., dos empresários Ênio Pipino e João Pedro Moreira de Carvalho, loteou no norte mato-grossense a área conhecida como Gleba Celeste, e o colonizador adotou um critério de batismo que marcou o mapa da região: cidades, estradas, córregos e ribeirões receberam nomes de mulher. Daí vieram Cláudia, Vera e Santa Carmem. As primeiras levas de moradores chegaram do Rio Grande do Sul e do Paraná, muitas de origem italiana, atrás de terra barata e de floresta em pé; os irmãos Maldonado instalaram a primeira serraria do lugar e Roseli de Moura Maldonado foi a primeira professora. Por anos o povoado funcionou como subprefeitura de Sinop, sem identidade administrativa própria. O distrito de Cláudia só foi criado pela Lei estadual nº 5.045, de 1º de setembro de 1986, depois de o projeto de lei nº 48/85 ter ficado parado desde 1985. A emancipação veio dois anos depois, pela Lei estadual nº 5.319, de 4 de julho de 1988, de autoria do deputado José Lacerda, que desmembrou o território de três municípios ao mesmo tempo — Sinop, Itaúba e Marcelândia — e fixou os limites pelos rios Teles Pires e Renato e seus afluentes. A primeira eleição municipal foi em 15 de novembro de 1988 e a instalação, em 1º de janeiro de 1989. Cláudia tem, portanto, pouco mais de trinta e cinco anos de vida própria: é uma cidade cuja fundação, emancipação e primeiro fórum cabem na memória de quem ainda mora nela.