História
Colíder é uma cidade que existe porque uma empresa a vendeu em lotes. Em 1973, Raimundo Costa Filho, colonizador com experiência anterior no Paraná, abriu a gleba na mata do norte mato-grossense em pleno ciclo de incentivos fiscais federais à ocupação da Amazônia, contemporâneo dos trabalhos do 9º Batalhão de Engenharia e Construção na Cuiabá–Santarém. O primeiro marco não foi uma igreja nem uma praça: foi um ranchão que servia, ao mesmo tempo, de dormitório, armazém e enfermaria para quem chegava. O patrimônio inicial chamava-se Cafezal — também registrado como Cafelândia —, nome da lavoura que se pretendia implantar, e a procura por terra foi tanta que em 1974 quase toda a gleba já tinha dono. O topônimo definitivo nasceu da razão social de quem loteou: Colonizadora Líder, Co + líder. A Lei Estadual nº 3.746, de 18 de julho de 1976, criou o distrito, ainda dentro do território de Chapada dos Guimarães — a centenas de quilômetros ao sul, herança dos municípios gigantescos que Mato Grosso tinha antes da colonização dirigida. A emancipação veio pela Lei Estadual nº 4.158, de 18 de dezembro de 1979. O município nasceu com dezenas de milhares de quilômetros quadrados e foi perdendo território ao longo dos anos 1980 e 1990, à medida que seus próprios distritos viravam municípios: Peixoto de Azevedo, por exemplo, foi distrito de Colíder criado em 1981 e emancipado em 1986.