História
Colniza é uma cidade que começou como negócio imobiliário no meio da floresta. Em meados dos anos 1980, dentro da política de ocupação da Amazônia por projetos de colonização particular, uma empresa abriu as primeiras estradas e as primeiras ruas em plena mata, na faixa mais remota do noroeste mato-grossense, e passou a vender glebas a famílias vindas sobretudo do Sul do país. A empresa se chamava Colniza Colonização Comércio e Indústria Ltda, e foi dela que a cidade tirou o nome — não de um rio, não de um padroeiro, mas do loteador. O núcleo que hoje os moradores chamam de "Colniza velha" nasceu dos barracões e das casas erguidas para os funcionários da colonizadora. O crescimento veio rápido e desordenado, à margem da estrutura estatal: por quase uma década o povoado foi apenas distrito de Aripuanã, criado por lei municipal em 1994. A emancipação exigiu insistência. Um primeiro plebiscito, em agosto de 1998, não alcançou o número de votos necessário; um segundo, ainda em 1998, aprovou a separação, e a Lei Estadual nº 7.064, de 26 de novembro de 1998, elevou Colniza à categoria de município, desmembrado de Aripuanã. A primeira legislatura da Câmara Municipal só se instalou em 1º de janeiro de 2001 — ou seja, a cidade já existia como aglomerado urbano havia quinze anos quando finalmente ganhou governo próprio, e havia mais de dezoito quando ganhou juiz.