História
Antes de qualquer loteamento, o território que hoje é Cotriguaçu era ocupado por povos de língua tupi e, sobretudo, pelos Rikbaktsa, que permanecem na região em áreas demarcadas — entre elas a Terra Indígena Escondido, dentro do próprio município. A ocupação não indígena começou pelo vizinho: os projetos de colonização da empresa Juruena Empreendimentos e Colonização abriram a frente no território que viria a ser o município de Juruena, e foi na esteira deles que a Cooperativa Central Regional Iguaçu — a Cotriguaçu — comprou cerca de um milhão de hectares no noroeste mato-grossense para vender a pequenos produtores, principalmente filhos de cooperados do oeste do Paraná. Os primeiros compradores chegaram em maio de 1984 e apostaram inicialmente na seringueira, atividade que não vingou para gente acostumada a lavoura. A ocupação acelerou nos anos seguintes com projetos de assentamento do Incra, que trouxeram famílias de acampamentos do Mato Grosso do Sul — Itaquiraí, Bonito, Amambaí — e migrantes de Rondônia, e fizeram nascer comunidades como Nova Esperança e Nova União. O crescimento foi mais rápido que a estrada: por anos o problema central foi escoar madeira e produção por vias precárias. Cotriguaçu virou distrito de Juruena pela Lei Estadual nº 5.313, de 04 de julho de 1988, e se emancipou pela Lei Estadual nº 5.912, de 21 de dezembro de 1991, instalando-se como município em 1º de janeiro de 1993.